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Flávio Bolsonaro critica operações da PF e acusa Moraes de interferência eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o ministro Alexandre de Moraes busca interferir nas eleições ao autorizar operações de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio também comentou sobre a prisão de Marcio Canella, pré-candidato ao Senado pelo União Brasil.
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O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL-RJ), manifestou, nesta quarta-feira (8), sua preocupação com a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Em suas declarações, Flávio alegou que Moraes estaria tentando interferir no processo eleitoral brasileiro ao determinar a operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, localizada em Brasília. O senador acredita que essa ação tem como propósito criar uma "cortina de fumaça" para desviar a atenção da opinião pública.

A operação, realizada pela Polícia Federal (PF), seguiu um mandado autorizado por Moraes e visou a busca de armas, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro de armamentos. O ministro justificou a ação apontando divergências nas informações fornecidas pela defesa do ex-presidente. Durante uma transmissão ao vivo no Youtube, Flávio Bolsonaro afirmou que essa é mais uma prova de que seu grupo político está incomodando o sistema, sugerindo que essa intervenção seria uma tentativa de manipular as eleições em várias partes do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro e Roraima.

Além da situação envolvendo Jair Bolsonaro, Flávio também se referiu à operação da PF que resultou na prisão de Marcio Canella, pré-candidato do União Brasil ao Senado pelo Rio de Janeiro. Canella foi detido em flagrante quando um fuzil calibre .556 foi encontrado em seu veículo durante a sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O apoio do PL a Canella é um ponto de relevância na política local, visto que ele renunciou ao cargo de prefeito de Belford Roxo em abril deste ano para concorrer ao Senado.

Em sua fala, Flávio Bolsonaro criticou ainda a postura das autoridades envolvidas nas investigações, ressaltando que a defesa de Jair Bolsonaro apresentou documentos para esclarecer a situação das armas. O senador expressou sua indignação ao afirmar que não há mais boa-fé por parte das autoridades que estão acusando seu pai, e destacou a necessidade de justiça em meio a essas acusações.

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, também se manifestou nas redes sociais, comparando a situação do pai à de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do atual presidente Lula. Ele argumentou que Jair Bolsonaro está sendo tratado de maneira desigual em relação a outros investigados, mencionando que Lulinha é alvo de investigações devido a suas ligações com o empresário Antônio Camilo, apontado como operador financeiro em um esquema que desviou aproximadamente R$ 6 bilhões de mais de 1 milhão de aposentados.

Carlos expressou sua frustração nas redes sociais, clamando por um fim à "perseguição" e à "tortura" que, segundo ele, seu pai está enfrentando. Ele enfatizou a necessidade de um tratamento equitativo nas investigações, alertando sobre a desigualdade que percebe nas ações das autoridades.