Gabriel Lucas Cunha da Silva, de 30 anos, foi assassinado a facadas na noite de sábado (4) em Três Lagoas, cidade localizada a 327 quilômetros de Campo Grande. O crime ocorreu no pátio de um condomínio situado no Jardim Flamboyant, onde equipes do Grupamento Especializado Tático de Motos (Getam) da Polícia Militar foram acionadas por volta das 22h30 para atender a uma ocorrência de homicídio na Avenida Custódio Andries, próximo à rotatória da Rua Abílio Siqueira Campos.
O boletim de ocorrência informa que o irmão da vítima estava em um comércio quando recebeu a notícia sobre o ataque. Imediatamente, ele pediu ajuda a um vizinho e ambos se dirigiram ao local em uma caminhonete Toyota Hilux. Ao chegarem, encontraram Gabriel caído no chão, com ferimentos graves. A vítima foi colocada na carroceria do veículo e levada em direção ao hospital.
Durante o percurso, já na Avenida Custódio Andries, a dupla se deparou com uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e solicitou atendimento. Um médico do Samu avaliou Gabriel e constatou três ferimentos: um no pescoço, um no tórax e um no braço esquerdo. Infelizmente, a equipe médica confirmou a morte de Gabriel ainda no local.
Com a chegada da Polícia Militar, a área foi isolada para preservação das evidências até a chegada da Perícia Criminal. A Polícia Científica também esteve presente, juntamente com o delegado e o investigador da Polícia Civil, que deram início aos procedimentos de investigação. Após o homicídio, as equipes policiais realizaram buscas na região do condomínio em busca do autor do crime, mas não encontraram nenhum suspeito até o encerramento das atividades iniciais.
Na manhã do domingo (5), por volta das 5h50, policiais militares em operação na cidade foram alertados sobre a possível localização do suspeito do homicídio. Ao chegarem ao endereço informado, a mãe de Victor Hugo Tosta de Oliveira, de 31 anos, relatou que ele havia retornado para casa em estado de pânico, confessando que havia cometido o crime. Ela informou que o filho, que é usuário de entorpecentes, especialmente cocaína, havia voltado bastante transtornado e que notou a falta de uma faca com cabo roxo na cozinha, o que levantou suspeitas sobre seu envolvimento no homicídio.
A mãe decidiu esperar que Victor Hugo dormisse para chamar a polícia, temendo uma nova agressão, já que ele apresentava um comportamento agressivo. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Victor Hugo com escoriações nos braços. Diante das evidências, ele foi preso e o caso foi registrado como homicídio simples na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde segue sob investigação da Polícia Civil.
