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Médica veterinária é indiciada por tortura após atear fogo em marido em Campo Grande

Uma médica veterinária, de 42 anos, foi indiciada pela Polícia Civil pelo crime de tortura após atear fogo em seu marido, de 41 anos, durante uma discussão em Campo Grande. O servidor público ficou com 30% do corpo queimado e foi internado na UTI.
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Uma médica veterinária, de 42 anos, foi indiciada pelo crime de tortura após um incidente em que ateou fogo em seu marido, um servidor público federal de 41 anos. A Polícia Civil finalizou o inquérito e protocolou o indiciamento na última quarta-feira, dia 1º de novembro, após a conclusão das investigações.

O episódio ocorreu no dia 22 de junho, no bairro Santa Luzia, durante uma discussão entre o casal, que foi presenciada pelos filhos, de 9 e 22 anos. A vítima sofreu queimaduras que afetaram 30% de seu corpo e foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde seu estado de saúde apresentou evolução positiva.

Durante a audiência de custódia, a veterinária explicou que sua intenção ao atear fogo no marido era forçá-lo a contar a verdade sobre um suposto relacionamento em Brasília. Ela relatou que, após uma discussão, o marido tentou retomar o assunto pela manhã. "Estávamos discutindo sobre a possibilidade de um relacionamento dele lá em Brasília e ele estava negando. Eu queria que ele me dissesse a verdade", afirmou.

A mulher alegou que, na confusão, jogou álcool de limpeza na mochila do marido, mas negou que tenha ateado fogo diretamente em seu corpo. "Eu joguei parte do vidro de álcool na mochila, porque era a mochila com os pertences dele que eu queria queimar", declarou. Segundo ela, o que ocorreu foi um acidente, onde a roupa do marido pode ter sido encharcada pelo líquido inflamável.

Após o incidente, o servidor correu para a garagem, enquanto a esposa o seguiu com uma carteira de cigarro e um isqueiro, afirmando que queria apenas assustá-lo. "Eu quis assustá-lo com o barulho do isqueiro", disse, ressaltando que não tinha intenção de machucá-lo.

A médica veterinária também comentou sobre seu arrependimento, alegando que não desejava causar ferimentos ao marido e que sua intenção era apenas fazê-lo falar a verdade. Ela mencionou que sofre de depressão e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), mas não estava tomando os medicamentos há cerca de 15 a 20 dias, o que pode ter contribuído para seu estado emocional no momento do incidente.