O evento realizado em Campo Grande, voltado à entrega de veículos para a saúde dos Municípios de Mato Grosso do Sul, foi marcado por momentos de tensão. O secretário do Ministério da Saúde, Mozart Salles, não teve a oportunidade de fazer seu discurso oficial, o que gerou reclamações entre os presentes. Alguns participantes expressaram sua insatisfação com a falta de espaço para o secretário federal, levando a ânimos exaltados na plateia.
Diante da situação, Salles se adiantou e pegou o microfone por conta própria, utilizando a oportunidade para agradecer a presença de todos e sua visita à Capital Sul-mato-grossense. Em seu breve discurso, o secretário fez críticas à falta de apoio de alguns políticos, que, segundo ele, se deixaram dividir por questões partidárias. Ele destacou que a presença de figuras políticas foi escassa no evento, que celebrava a entrega de micro-ônibus destinados à saúde estadual.
“Teve deputado e político que passou aqui só para tirar foto e foi embora porque não quer ser visto com o governo Lula, mas todos estão vendo o que o governo federal está fazendo pelo MS”, afirmou Salles, demonstrando seu descontentamento com a situação.
Enquanto isso, a Câmara de Vereadores de Campo Grande enfrenta dificuldades para garantir a presença mínima necessária para as votações. O presidente da Mesa Diretora, Papy, tem solicitado repetidamente que os vereadores deixem seus gabinetes e compareçam às sessões, enfatizando a importância de se atingir o quórum necessário para a continuidade das pautas em discussão.
“Precisamos de quórum”, alertou Papy, ressaltando o risco de que a pauta possa ser travada novamente neste mês, o que comprometeria o avanço de importantes questões legislativas. A busca por uma participação mais ativa dos vereadores se tornou uma rotina nas sessões da Câmara, evidenciando a necessidade de uma maior mobilização política na Capital.
A situação no legislativo e a reação do secretário durante o evento revelam um cenário de divisão e desafios políticos em Mato Grosso do Sul, onde a colaboração entre as esferas federal e municipal é essencial para o progresso da saúde pública e das decisões legislativas.
