As negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para encerrar a guerra no leste europeu entraram em uma nova fase, mas uma denúncia feita pelo Kremlin sobre um suposto ataque ucraniano contra uma das residências oficiais do ditador Vladimir Putin lançou novas dúvidas sobre a continuidade do diálogo de paz.
As negociações entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia para encerrar a guerra no leste europeu entraram em uma nova fase neste fim de semana, impulsionadas pela mediação direta do presidente americano, Donald Trump. No entanto, o processo já enfrenta seu primeiro revés: uma denúncia feita pelo Kremlin sobre um suposto ataque ucraniano contra uma das residências oficiais do ditador Vladimir Putin.
A alegação, que foi transmitida a Trump pela Rússia durante uma ligação telefônica realizada nesta manhã, lançou novas dúvidas sobre a continuidade do diálogo de paz, apesar dos avanços iniciais anunciados após o encontro entre o presidente americano e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, ocorrido neste domingo. A reunião entre Trump e Zelensky, que foi realizada na residência do líder americano na Flórida, durou mais de três horas e resultou na criação de grupos de trabalho para negociar o plano de paz apresentado na semana passada, composto por 20 pontos.
O texto do plano de 20 pontos, apresentado por Kiev em conjunto com Washington, reafirma a soberania ucraniana e propõe um acordo de não agressão completo e inquestionável entre Moscou e Kiev, acompanhado de um sistema de monitoramento internacional para evitar violações futuras. A denúncia feita pelo Kremlin sobre o suposto ataque ucraniano contra a residência de Putin reacendeu a tensão diplomática.
