A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, anunciou que uma reunião ocorrerá amanhã, dia 1º, para discutir o reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme). O encontro contará com a presença de representantes da categoria, visando encontrar um consenso que balanceie as necessidades financeiras do município e as demandas dos educadores.
Recentemente, os professores rejeitaram a proposta da administração municipal, que oferecia um reajuste de 3,4% dividido em duas parcelas de 1,7%. Essa oferta foi discutida em um encontro que envolveu a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), a Comissão de Educação da Câmara Municipal e outros representantes da gestão, mas não obteve aceitação por parte da categoria.
Os docentes estão pleiteando um reajuste de 5,4%, conforme estipulado pela política nacional do Piso 20h. Adriane Lopes comentou que a ACP apresentou uma nova proposta para análise da Secretaria de Administração, que será discutida na reunião. A prefeita ressaltou a importância de considerar o equilíbrio fiscal e as diretrizes do Tribunal de Contas na elaboração de qualquer nova oferta.
Em suas declarações, a prefeita enfatizou que a administração municipal precisa avaliar o impacto financeiro que um reajuste pode causar nas contas públicas. "Dentro de todo esse contexto, acredito que amanhã a gente chegue a uma decisão que represente um equilíbrio entre a questão financeira e aquilo que atenda à categoria dos professores, tendo em vista que Campo Grande já avançou bastante", afirmou.
Adriane Lopes também mencionou os aumentos concedidos ao magistério nos últimos anos, que totalizam mais de 39% desde 2022. A rejeição à proposta de 3,4% foi formalizada em assembleia realizada no dia 26 de junho, no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). De acordo com a ACP, o reajuste reivindicado beneficiaria cerca de 9 mil profissionais da Rede Municipal.
Antes da assembleia, professores realizaram uma paralisação e uma caminhada pelo Centro de Campo Grande no dia 12 de junho, cobrando a implementação do reajuste de 5,4%. A manifestação culminou em uma audiência com a prefeita, vereadores e representantes da administração no Paço Municipal. A prefeitura, por sua vez, tem argumentado sobre as dificuldades financeiras para atender ao pedido integral dos professores.
