Pesquisadores de duas universidades de Liverpool, na Inglaterra, conseguiram sequenciar o genoma completo mais antigo já encontrado na história da humanidade. O DNA foi extraído de um esqueleto egípcio preservado por cerca de 4.500 a 4.800 anos, encontrado selado em um grande vaso de cerâmica.
Os restos mortais, descobertos por arqueólogos britânicos na necrópole de Nuwayrat, a mais de 240 km ao sul do Cairo, permaneceram guardados por mais de um século em um depósito na cidade portuária de Liverpool. O DNA, praticamente intacto, foi extraído dos dentes do indivíduo.
A forma cuidadosa como o homem foi sepultado contribuiu para a preservação excepcional do material genético. A análise revelou que o esqueleto pertencia a um homem adulto, com sinais de desgaste dentário e osteoartrite, indícios de trabalho físico intenso.
As marcas no esqueleto são pistas sobre a vida e o modo de vida do indivíduo, sugerindo que ele pode ter trabalhado como oleiro, ceramista ou em um ofício que exigia funções braçais semelhantes. Análises de isótopos nos dentes sugerem que ele cresceu no Vale do Nilo e seguia uma dieta onívora baseada em trigo, cevada e proteína terrestre.
