O número de vítimas fatais em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela chegou a 1.430 neste sábado, 27. As autoridades locais informaram que as equipes de resgate continuam os esforços para encontrar sobreviventes, três dias após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5. A situação é alarmante, com relatos de que pelo menos 68.900 pessoas estão desaparecidas até o momento.
Em La Guaira, um dos estados mais afetados pelos tremores, moradores têm utilizado pás, equipamentos pesados e cordas, além de suas próprias mãos, em busca de parentes e vizinhos soterrados sob os escombros. A maioria das operações de resgate é realizada por civis, que têm enfrentado dificuldades e críticas pela resposta considerada inadequada do governo venezuelano. As forças militares, bombeiros, policiais e cadetes têm sido descritos como despreparados para lidar com a gravidade da tragédia.
A presidente interina Delcy Rodríguez anunciou na TV estatal que mais de 14 mil membros das forças armadas e policiais estão em patrulha na região, onde o acesso tem sido restrito e a entrada requer permissões especiais. Essa medida tem gerado insatisfação entre os cidadãos, que se sentem abandonados em um momento crítico.
Além das equipes locais, grupos de resgate internacionais chegaram à Venezuela neste sábado, trazendo apoio às operações. O aeroporto internacional Simón Bolívar, que serve a Caracas, também foi danificado pelos tremores, com uma das pistas operando enquanto os trabalhadores dos Estados Unidos realizam reparos necessários, conforme informado por Jeremy Lewin, do Departamento de Estado.
A situação continua a se desenvolver, e as buscas por sobreviventes permanecem como prioridade, diante da magnitude da catástrofe que abalou o país e deixou um rastro de destruição e dor entre a população.
