O caso do assassinato de Antônio Ormondes Pereira, de 72 anos, ocorreu no Assentamento Conquista, localizado às margens da MS-080, a cerca de 30 km de Campo Grande. O idoso estava desaparecido desde a última sexta-feira (19) e foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (24), com diversas lesões na cabeça e envolto em um saco.
A Delegacia Especializada de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou investigações imediatamente após o desaparecimento. Na quinta-feira (25), dois homens, com idades de 50 e 55 anos, foram presos e identificados como os responsáveis pela morte e ocultação do corpo de Antônio. A motivação do crime foi uma discussão que ocorreu após o consumo de bebidas alcoólicas.
Durante o interrogatório, um dos suspeitos revelou que havia sido convidado para matar Antônio cerca de duas semanas antes, mas decidiu não participar. Ele mencionou que o autor e outros dois homens estavam interessados em apoderar-se do gado do idoso. O comparsa também declarou que Antônio e o autor frequentemente consumiam álcool juntos, o que gerava brigas entre eles.
O suspeito que ajudou a ocultar o corpo admitiu que colaborou no transporte do saco que continha o corpo do idoso. Ele afirmou: "Ajudei a botar no carrinho de mão e ele [autor] desceu lá". O autor, que foi detido em uma propriedade rural em Corguinho, alegou que Antônio o havia agredido no dia anterior ao crime. Na manhã do assassinato, ele atacou o idoso com um cabo de guatambu.
Após o ataque, o autor foi ao bar comprar bebidas e pegou carona até a fazenda onde foi preso. A companheira do autor, que também foi detida, estava foragida da Justiça por um mandado de prisão em aberto relacionado a furto. Durante as investigações, amigos de Antônio expressaram sua tristeza pelo ocorrido. Um amigo, militar da reserva de 53 anos, lamentou que a última lembrança do idoso seja a imagem de um saco onde seu corpo foi encontrado, relembrando a simplicidade de sua vida.
Antônio Ormondes Pereira, que havia se mudado para o Assentamento Conquista após viver em Jaraguari, a 47 km de Campo Grande, levava uma vida modesta, sem conta bancária e guardando seus pertences de forma simples. O caso continua sob investigação pela Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes relacionados a este crime violento.
