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Conflitos de vizinhança: mulher relata três anos de problemas com lixo e objetos perigosos

Uma moradora do Bairro Vida Nova em Campo Grande enfrenta há três anos uma série de problemas com os vizinhos, incluindo lixo e objetos perigosos jogados em seu quintal. A situação se agravou com o aparecimento de um rato morto, levando-a a buscar ajuda de diversas autoridades.
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Uma moradora do Bairro Vida Nova, em Campo Grande, relata estar há três anos lidando com um intenso conflito de vizinhança. O estopim para sua indignação foi o aparecimento de um rato morto em seu quintal, que segundo ela, foi arremessado pela casa vizinha. Desde o início da convivência com a nova família ao lado, a residente afirma ter enfrentado uma série de episódios que envolvem o lançamento de lixo, restos de comida e até objetos potencialmente perigosos em sua propriedade.

A mulher, que é veterinária e mãe de uma menina de 10 anos, além de tutora de animais, já teria tomado diversas medidas para tentar resolver a situação. Ela registrou boletins de ocorrência, buscou apoio de órgãos públicos, contratou uma advogada e instalou câmeras de monitoramento, mas, até o momento, não encontrou uma solução eficaz para o problema. "Eu nunca sei o que vai cair no meu quintal", afirma, demonstrando sua frustração diante das dificuldades enfrentadas.

Inicialmente, os problemas começaram com o acúmulo de sacos de lixo e restos de comida, mas, com o passar do tempo, a situação se agravou. Entre os itens mencionados pela moradora, estão pedras, pedaços de madeira, garrafas PET, presilhas metálicas e uma tesoura, além do rato. Sua preocupação não se limita ao transtorno causado pela sujeira, mas também à saúde e segurança de sua filha e de seus animais. "Não sei se esse rato estava envenenado. Não sei se a comida que jogam tem algum produto. Vivo preocupada com a segurança deles", destaca.

Um dos episódios mais alarmantes ocorreu recentemente, quando a mulher encontrou várias presilhas metálicas espalhadas pela grama logo após ter realizado a limpeza de seu quintal. Ela expressa medo de que esses objetos possam causar ferimentos em pessoas ou animais, ou até danificar equipamentos utilizados na manutenção de sua residência. No dia 9 de junho deste ano, a moradora registrou um boletim de ocorrência na 7ª Delegacia de Polícia, onde relatou atos de perturbação e hostilidade por parte dos vizinhos, incluindo o lançamento recorrente de objetos e lixo em seu imóvel.

Além de denunciar os vizinhos, a mulher procurou o Conselho Tutelar, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat), a proprietária da casa ao lado e a imobiliária responsável pela locação. Ela critica não apenas a atitude dos vizinhos, mas também a omissão das autoridades diante da situação. "Faz três anos que isso acontece", lamenta.

A moradora também menciona os altos custos que teve com limpeza, monitoramento e assistência jurídica, que se somam ao estresse causado pela situação. Para ela, a rotina em sua casa foi completamente alterada. "Não consigo receber visita, fazer uma confraternização ou simplesmente ficar tranquila no quintal sem pensar no que pode vir por cima do muro", conclui.