Mato Grosso do Sul está passando por uma transformação significativa em seu cenário educacional, conforme revelam os Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento, publicado na última sexta-feira (19), indica que o número de cidadãos com 25 anos ou mais que completaram o ensino superior aumentou de 227 mil, em 2016, para 426 mil, em 2025. Esse crescimento de 87,7% em menos de uma década destaca um avanço substancial na escolaridade da população sul-mato-grossense.
O aumento na formação universitária Em Mato Grosso do Sul supera a média nacional, que registrou um crescimento de 21,4% no mesmo período. Em 2016, apenas 14,5% da população adulta do estado possuía diploma de ensino superior, percentual que subiu para 23,1% em 2025. Essa elevação reflete mudanças significativas no perfil da força de trabalho local, ampliando as oportunidades de emprego em áreas que demandam maior qualificação.
As mulheres se destacam no cenário educacional, representando 256 mil dos 426 mil graduados em 2025, o que equivale a cerca de 60% do total de diplomados. Essa liderança feminina, que vem se consolidando nos últimos anos, tem contribuído para o aumento dos indicadores educacionais no estado. A diferença entre os percentuais de formação entre os gêneros é notável, com 27% para mulheres e 19% para homens, evidenciando a crescente presença feminina nas universidades.
Além disso, a pesquisa aponta que mais pessoas estão avançando em sua trajetória educacional, com o percentual de sul-mato-grossenses que concluíram o ensino médio ou ingressaram no ensino superior sem finalizar a graduação aumentando de 27,7% para 31,9% entre 2016 e 2025. Isso sugere que um número maior de cidadãos está se aproximando das universidades, embora muitos ainda enfrentem barreiras para completar seus cursos.
Os desafios para a conclusão dos cursos superiores incluem questões como a renda, a necessidade de equilibrar trabalho e estudo, a distância dos centros de ensino e a evasão acadêmica, que continuam sendo os principais obstáculos para a formação completa. Os dados da Pnad Contínua revelam que, apesar do aumento no acesso ao ensino superior, a igualdade racial ainda precisa ser abordada, uma vez que a formação educacional da população preta e parda também apresenta lacunas que devem ser superadas nos próximos anos.
