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Defesa Civil trabalha em nova plataforma após ataque hacker que gerou alerta falso

Após um alerta sonoro inesperado em celulares de diversos estados, a Defesa Civil anunciou o desenvolvimento de uma versão mais segura de sua plataforma de alertas. O secretário nacional, Wonlei Wolff, destacou a prioridade do Governo Federal em solucionar a questão.
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Na madrugada do último sábado (20), um ataque hacker provocou o envio de um alerta sonoro para celulares em vários estados brasileiros. A Defesa Civil informou que uma nova versão da plataforma de alertas está sendo desenvolvida para melhorar a segurança do sistema. Durante coletiva realizada na manhã do dia seguinte, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wonlei Wolff, mencionou que ainda não é possível determinar quantos dispositivos foram afetados pelas mensagens e que a perícia está em andamento para elucidar como a invasão ocorreu.

Wolff afirmou: "Após a perícia, teremos em breve informações bastante seguras de como aconteceu esse ataque a nossa plataforma e, no menor tempo possível, é uma questão de prioridade do Governo Federal ativar essa nova versão que garanta mais segurança ao sistema e aos usuários do sistema Defesa Civil Alerta". Ele ressaltou que o caso está sendo tratado com rigor técnico, visando assegurar a confiabilidade dos sistemas de alerta, que têm como objetivo proteger a população brasileira.

A Polícia Federal já iniciou investigações sobre o acesso indevido à plataforma. Com base no diagnóstico dos especialistas, serão adotadas medidas para reforçar a segurança do sistema, que foi temporariamente bloqueado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. As contas dos usuários envolvidas no incidente foram suspensas, e as informações de login e senha foram encaminhadas para a perícia.

O episódio começou quando, na madrugada de sábado, moradores de diversas regiões receberam um Alerta Extremo, supostamente enviado pelas pastas locais, com a palavra "misantropia", que significa aversão à humanidade. Após a invasão, a Defesa Civil Nacional retirou a plataforma de envio de alertas do ar, confirmando que o alerta falso foi disparado remotamente por uma pessoa não vinculada ao Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

As notificações chegarão a celulares localizados em áreas como o Distrito Federal, Paraná e Rio de Janeiro, entre outros. O sistema de alertas é utilizado em situações de emergência, como chuvas intensas, enchentes e deslizamentos de terra, sem necessitar de cadastro prévio para que a população receba as mensagens.

Os alertas são classificados em duas categorias: extremo e severo. O Alerta Extremo, que aciona um sinal sonoro similar a uma sirene, é o nível máximo de alerta, enquanto o alerta severo gera um sinal de "beep" e não soa em dispositivos no modo silencioso. O Alerta Extremo, que foi acionado durante o incidente, provocou preocupação entre os cidadãos que o receberam, uma vez que o som é projetado para chamar a atenção em situações de risco.