Neste sábado (20), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) indicou a possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo, citando uma "flagrante quebra de promessa" por parte dos Estados Unidos. A declaração da IRGC aponta que essa ação é uma resposta direta ao descumprimento de um acordo que visava o fim da guerra, enfatizando que medidas adicionais poderão ser adotadas caso a agressão persista.
A mensagem da IRGC destaca que a atual situação é uma reação à quebra de compromisso por parte do que é referido como "inimigo". Além disso, a Guarda Revolucionária deixou claro que, se a agressão continuar, outras ações serão planejadas para forçar o cumprimento das obrigações assumidas.
Em um contexto paralelo, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã reforçou que o país cumpriu suas obrigações no acordo, enquanto a "outra parte" — sem citar diretamente os EUA — deve tomar medidas para impedir os ataques israelenses ao Líbano. O representante iraniano declarou que o não cumprimento por parte dos EUA poderia colocar em risco todo o entendimento firmado entre as partes.
O porta-voz sublinhou que o Irã não se comprometeu a um acordo que não seja respeitado. Assim, a abordagem do Irã é baseada na reciprocidade, ou seja, compromisso por compromisso. Com as negociações agendadas para ocorrer na Suíça, ele afirmou que Teerã exigirá o cumprimento das obrigações de Washington e buscará esclarecer os passos necessários para a implementação dos acordos.
Esses acontecimentos ressaltam a tensão crescente entre o Irã e os Estados Unidos, além da complexidade das relações do Irã com outros países na região, especialmente em relação a Israel. O Estreito de Ormuz, por onde transita uma significativa parte do petróleo mundial, torna-se um ponto crítico em meio a essas discussões e ameaças.
