ANUNCIE AQUI TOPO

Davi Alcolumbre defende inocência de Jaques Wagner após operação da Polícia Federal

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou apoio ao senador Jaques Wagner, alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, e ressaltou a importância da presunção de inocência.
Foto: Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA), e o senador Jaques Wagne
Foto: Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-PA), e o senador Jaques Wagne

Na quinta-feira (18), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), expressou publicamente seu apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA), que foi alvo de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, realizada pela Polícia Federal. Em sua declaração, Alcolumbre destacou que "ninguém neste país pode ser condenado antes do trânsito em julgado".

A Operação Compliance Zero, que investiga a possível participação de agentes públicos em irregularidades no sistema financeiro nacional, incluiu o nome de Jaques Wagner entre os envolvidos. O presidente do Senado afirmou que todos, independentemente de serem senadores ou deputados, devem ter a presunção de inocência. Ele mencionou que várias autoridades já passaram por situações semelhantes de execração pública e, com o tempo, conseguiram provar sua inocência.

Alcolumbre reiterou seu apoio a Wagner, mencionando sua confiança de que as verdades relacionadas ao senador serão reveladas ao longo do processo. "Meu apoio e a minha solidariedade integral a um colega senador da República", declarou o presidente do Senado.

Embora tenha reconhecido a legitimidade do processo de investigação, Alcolumbre criticou o que chamou de "execração pública" e enfatizou que é normal que qualquer cidadão possa ser investigado em um Estado Democrático de Direito. Ele reforçou que a condenação antes do trânsito em julgado não deve ocorrer.

A 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades ligadas ao Banco Master, resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em diferentes locais, incluindo a Bahia, São Paulo e o Distrito Federal, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações indicam que houve repasses de R$ 3,5 milhões a uma empresa associada à família de Jaques Wagner, além da ocultação de um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões.

Além disso, o inquérito menciona o uso de jatos particulares e o recebimento de ingressos para um show em Los Angeles como parte das vantagens que teriam relação com a defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional, especialmente em assuntos ligados ao crédito consignado. Juntamente com Wagner, o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, foi um dos alvos da operação.