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El Niño já está presente e pode ser um dos mais intensos da história

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos confirmou que o fenômeno climático El Niño começou e deve se intensificar até o final do ano. As previsões indicam um evento muito forte entre novembro e janeiro, com 63% de probabilidade de ser um dos mais intensos desde 1950.
Foto: Muitos meteorologistas temem que 2027 bata o recorde do ano mais quente já
Foto: Muitos meteorologistas temem que 2027 bata o recorde do ano mais quente já

O fenômeno climático conhecido como El Niño já se encontra em desenvolvimento e a expectativa é de que sua intensidade aumente até o final de 2023, conforme informações da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgadas nesta quinta-feira, 11. A NOAA prevê que a força do fenômeno poderá ser notável entre os meses de novembro e janeiro, podendo se posicionar entre os episódios mais intensos já registrados desde o início das medições, em 1950.

O El Niño é um fenômeno natural que provoca o aumento das temperaturas da superfície do oceano Pacífico equatorial, ocasionando alterações significativas nos padrões de vento e de precipitação ao redor do globo, além de criar condições climáticas instáveis. No mais recente relatório da NOAA, os cientistas observaram que, no último mês, foram identificadas condições típicas do fenômeno, evidenciadas pelas temperaturas da superfície do mar que estão acima da média no Pacífico.

A NOAA destacou que há uma probabilidade de 63% de que um evento de El Niño muito intenso ocorra entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios de maior magnitude desde 1950. Embora cada evento de El Niño apresente características únicas, os fenômenos de grande intensidade costumam seguir padrões já conhecidos.

Os impactos típicos incluem secas nas regiões da Amazônia, Indonésia e Austrália, além de mudanças nos ventos de monção na Índia e alterações nos padrões de precipitação em toda a região tropical. O fenômeno geralmente atinge seu pico no final do ano; no entanto, o calor acumulado nos oceanos é liberado de forma mais lenta para a atmosfera, resultando em um aumento das temperaturas globais no ano subsequente.

Consequentemente, muitos especialistas estão preocupados com a possibilidade de que 2027 se torne o ano mais quente já registrado. O fenômeno El Niño também contribui para o aumento da temperatura em um planeta que já enfrenta um aquecimento devido à queima de combustíveis fósseis. De acordo com Carlo Buontempo, diretor do serviço de mudanças climáticas do observatório europeu Copernicus, a comunidade meteorológica global está cada vez mais convencida de que o fenômeno será intenso neste ano.

"Nesta fase, as probabilidades apontam claramente para um evento de intensidade moderada a forte ou, possivelmente, de forte a recorde", afirmou Buontempo, enfatizando a expectativa de um evento climático significativo nos próximos meses.