O Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Fátima do Sul (Iprefsul) não obteve sucesso em sua tentativa de reaver a quantia de R$ 8 milhões que estavam investidos no Banco Master, cuja liquidação ocorreu em novembro de 2025. A negativa foi proferida pelo juiz Vitor Dias Zampieri, da 1ª Vara de Fátima do Sul, que argumentou que não havia fatos novos que justificassem a solicitação de bloqueio dos recursos.
Em sua defesa, o Iprefsul alegou que o montante de R$ 8.207.397,82 permaneceu retido no banco após a liquidação, solicitando que a instituição fosse intimada a não realizar ações que pudessem levar à penhora desses valores. Contudo, a decisão anterior do magistrado já havia negado o bloqueio, apontando a falta de informações necessárias para autorizar tal medida.
Na última terça-feira (9), o juiz reiterou sua posição, afirmando que a nova petição não apresentava quaisquer fatos supervenientes que pudessem alterar a análise inicial. Além disso, enfatizou que a decisão de outra vara judicial em São Gabriel do Oeste não poderia ser aplicada automaticamente ao caso de Fátima do Sul. O magistrado destacou que a solicitação do Iprefsul apenas repetia argumentos previamente considerados e rejeitados.
A situação em torno do Banco Master está envolta em investigações mais amplas, como as Operações Zehirut e Charitzut, que visam apurar irregularidades relacionadas ao rombo financeiro deixado pela instituição. Essas operações resultaram em dez mandados de prisão, sendo sete em Angélica, um em Fátima do Sul e dois em São Paulo. Medidas cautelares também foram aplicadas, incluindo o afastamento de ocupantes de cargos públicos.
A Polícia Federal (PF) identificou indícios de irregularidades nos investimentos feitos em letras financeiras do Banco Master em 2024. Antes do envolvimento da PF, o Tribunal de Contas do Estado de MS (TCE-MS) já havia iniciado uma auditoria para investigar a natureza dos investimentos realizados em várias cidades, incluindo Fátima do Sul, Angélica, Jateí e Campo Grande, que, juntas, investiram cerca de R$ 16 milhões na instituição.
O prefeito de Fátima do Sul, Wagner da Garagem, expressou apoio às investigações, afirmando que é fundamental que a polícia atue no caso e que os responsáveis sejam punidos, visto que se trata de dinheiro público. Ele ressaltou que a quantia em questão representa um valor significativo para um município de menor porte, como Fátima do Sul.
