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Imasul aprimora plataforma e reduz detecção de desmatamento para cinco dias

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul lançou uma atualização na plataforma de monitoramento ambiental, reduzindo o intervalo de detecção de desmatamento de 15 para cinco dias. A nova tecnologia promete maior precisão e eficiência no combate ao desmatamento e queimadas no estado.
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Na última segunda-feira (8), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apresentou uma atualização significativa em sua plataforma de monitoramento ambiental. A iniciativa, que coincide com as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente, busca otimizar o acompanhamento de queimadas e desmatamentos no estado. Uma das principais melhorias é a redução do intervalo de atualização das imagens referentes ao desmatamento, que agora ocorre a cada cinco dias, em vez de 15, como era anteriormente.

A nova plataforma utiliza imagens de satélite com resolução superior, o que permite uma identificação mais precisa dos focos de incêndio, áreas de supressão vegetal e locais degradados. De acordo com André Borges, diretor-presidente do instituto, essa atualização representa um avanço significativo na qualidade das informações usadas para a fiscalização ambiental. Ele destacou que, com a nova tecnologia, a clareza das imagens proporciona maior segurança nas decisões tomadas pelas equipes de fiscalização.

O monitoramento das queimadas permanece praticamente em tempo real, com alertas gerados a cada 10 minutos. A modernização na plataforma não se limita apenas à frequência das atualizações, mas também à qualidade das imagens, que agora possuem uma resolução de 15 centímetros por pixel. Isso possibilita uma análise mais detalhada das alterações na cobertura vegetal e dos focos de incêndio.

Diego Brito, chefe da sala de monitoramento, ressaltou que a atualização tecnológica da plataforma inclui novas metodologias e a automatização das análises, o que resulta em uma significativa redução do tempo de resposta das equipes de fiscalização. Com a nova ferramenta, é possível identificar queimadas em intervalos de 10 minutos e desmatamentos a cada cinco dias, diminuindo em até 80% o tempo que antes era despendido em análises manuais.

A melhoria na eficiência não implica uma diminuição no número de profissionais envolvidos. Além disso, a nova tecnologia permite uma maior precisão na localização dos focos de incêndio. Anteriormente, o sistema tinha uma margem de erro que podia chegar a dois quilômetros, o que exigia até dois dias para encontrar o local exato do incêndio. Agora, as equipes recebem coordenadas mais precisas, facilitando o deslocamento e aumentando a eficácia no combate e na prevenção de incêndios.

A plataforma abrange os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo o Pantanal, e integra informações de imagens de satélite com dados de bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural e as autorizações ambientais emitidas pelo estado. Quando uma alteração na vegetação é identificada, um relatório é gerado automaticamente e enviado ao responsável pela área para que este possa se manifestar. As equipes já receberam capacitação para operar a nova versão da plataforma, que já está em funcionamento.