Uma pesquisa realizada pelo PoderData, divulgada nesta segunda-feira (8), revelou que 47% dos brasileiros acreditam que a corrupção aumentou durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pesquisa também mostrou que 28% dos entrevistados consideram que a corrupção se manteve igual e 21% acreditam que houve uma diminuição nesse problema. Além disso, 5% dos participantes não souberam responder à pergunta.
Quando comparado ao levantamento anterior, a pesquisa indicou uma queda de 2% na percepção de aumento da corrupção no governo Lula, enquanto a noção de que a corrupção diminuiu cresceu em 3%. Entre os grupos que participaram da pesquisa, apenas aqueles que não frequentaram a escola expressaram uma percepção de queda na corrupção, com 37% afirmando que a situação melhorou, 24% que ficou igual, 29% que aumentou e 9% sem resposta.
Por outro lado, a pesquisa mostrou que nove grupos analisados apresentam pelo menos 50% de menções ao aumento da corrupção durante o governo Lula. Entre os homens, 50% acreditam que a corrupção aumentou, 26% dizem que se manteve igual, 18% afirmam que caiu e 5% não souberam responder. Para os jovens de 16 a 24 anos, 54% consideram que a corrupção aumentou, enquanto 25% avaliam que permaneceu igual, 17% que diminuiu e 4% não souberam opinar.
Na região Centro-Oeste, 61% dos entrevistados acreditam que a corrupção cresceu, enquanto 24% apontam que se manteve igual e 10% que diminuiu. No Sudeste, 52% veem um aumento, 26% afirmam que não houve mudança e 17% acreditam que caiu. No Sul, a percepção de aumento atinge 60%, com 25% afirmando que a corrupção se manteve igual e 10% acreditando que diminuiu.
Entre aqueles com Ensino Médio completo, 51% percebem um crescimento na corrupção, enquanto 29% dizem que a situação é a mesma e 17% acreditam que houve queda. Para os que possuem Ensino Superior, 59% acreditam que a corrupção aumentou, e 25% disseram que permaneceu igual, com 14% afirmando que caiu.
A pesquisa também abordou a percepção de pessoas com diferentes faixas de renda. Entre aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos, 56% acreditam que a corrupção aumentou, e entre os que ganham acima de cinco salários mínimos, essa percepção chega a 66%. Entre os evangélicos, 57% acreditam que a corrupção aumentou, 22% que permaneceu igual e 17% que diminuiu.
