Na última sábado (6), os Estados Unidos (EUA) confirmaram que realizaram ataques a unidades de radar localizadas na Costa do Irã. A ação dos militares norte-americanos foi justificada pela alegação de que drones iranianos foram lançados em direção ao Estreito de Ormuz.
No mesmo dia, o Irã havia admitido ter feito disparos de advertência contra embarcações norte-americanas na Costa de Omã. Essa escalada de hostilidades entre os dois países levanta questionamentos sobre a continuidade do acordo de cessar-fogo, firmado em 8 de abril.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou os ataques realizados pelos EUA, classificando-os como “repetidas violações”. O governo iraniano alertou que os norte-americanos “assumiriam a responsabilidade pelas consequências e por qualquer nova escalada” decorrente dessas ações.
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter realizado ataques em bases norte-americanas situadas no Bahrein e no Kuwait. A situação tensa entre EUA e Irã ocorre em meio a negociações que visam um acordo definitivo para pôr fim aos conflitos no Oriente Médio, embora a demanda dos EUA pelo término do programa nuclear iraniano não seja parte desse documento.
O Paquistão tem atuado como um importante mediador nas negociações entre os dois países, realizando visitas frequentes a autoridades iranianas. Enquanto isso, do lado norte-americano, a pressão interna por uma redução nos preços dos combustíveis e pelo término da guerra têm sido fatores significativos para o presidente Donald Trump.
