O Hezbollah, grupo libanês alinhado ao Irã, declarou ter realizado um ataque com drone contra um posto militar israelense localizado no norte de Israel na manhã deste domingo (7). Essa ação ocorreu poucas horas após Israel afirmar que havia bombardeado Beirute como retaliação.
Em um comunicado, o movimento informou que o alvo do ataque foi uma reunião de soldados israelenses no quartel de Dovev, justificando a ação como resposta à violação do cessar-fogo por parte de Israel e aos bombardeios que afetaram aldeias no sul do Líbano.
O exército israelense confirmou que seu território está sob ataque de mísseis iranianos. Na sexta-feira (5), Israel intensificou os ataques na região sul do Líbano e emitiu ordens de evacuação para várias localidades, após o Hezbollah rejeitar a proposta de um cessar-fogo.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses resultaram na morte de pelo menos 3.526 pessoas desde março. No lado israelense, o conflito já causou a morte de 27 soldados e um civil terceirizado.
O Hezbollah se opôs à trégua condicional anunciada por autoridades de Israel e do Líbano na quinta-feira (4), exigindo um cessar-fogo total e a retirada das forças israelenses do território libanês. O líder do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que "o cessar-fogo deve ser global e não deve permitir a continuidade da violência em nome do inimigo no Líbano", durante uma declaração veiculada pelo canal Al Manar, ligado ao grupo.
O cenário de tensão entre os dois lados continua a se agravar, com uma escalada de confrontos e um alto número de vítimas, evidenciando a complexidade da situação na região.
