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Polícia Federal planeja rastrear ativos de Daniel Vorcaro com ajuda da Interpol

A Operação Compliance Zero investiga o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, por fraudes e busca rastrear remessas de ativos enviados aos EUA, possivelmente para financiar filme sobre Jair Bolsonaro.
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A Polícia Federal (PF) está considerando a inclusão do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, na "difusão prateada" da Interpol. Essa medida visa identificar e potencialmente bloquear remessas de ativos do empresário para fora do Brasil, incluindo um montante de aproximadamente R$ 124 milhões que pode ter sido utilizado para financiar o filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Daniel Vorcaro é o foco central da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias no sistema financeiro nacional. A "difusão prateada" da Interpol é uma ferramenta de cooperação internacional destinada a identificar, rastrear e reter bens, dinheiro e ativos ilícitos, permitindo que a PF consiga localizar a origem dos recursos do banqueiro.

As investigações indicam que Vorcaro teria enviado cerca de R$ 60 milhões para um fundo nos Estados Unidos, destinado a apoiar a produção do longa-metragem. Esse fundo é gerido por um advogado que tem conexões com Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e que reside nos EUA, o que levanta mais questões sobre as transações financeiras feitas pelo banqueiro.

Recentemente, Vorcaro fez um novo pedido de delação premiada à Polícia Federal. Após sua primeira proposta ter sido rejeitada tanto pela PF quanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ele apresentou uma nova solicitação no dia 1º de outubro. No entanto, interlocutores da investigação afirmam que o banqueiro tem hesitado em fornecer informações mais contundentes sobre políticos e figuras de alto escalão em Brasília. Ele argumenta que os valores enviados a políticos foram apenas um gesto de "amizade", sem qualquer expectativa de retorno.

O delegado Andrei Rodrigues, chefe da PF, considera a importância de abrir um inquérito específico para investigar se os recursos enviados por Vorcaro foram, de fato, utilizados para custear o filme sobre Jair Bolsonaro. A inclusão do banqueiro na difusão prateada da Interpol está condicionada a uma manifestação da Procuradoria-Geral da República e a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre qual ministro será responsável por essa ação.

O caso pode ser atribuído a André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero, ou a Alexandre de Moraes, que é responsável pelas investigações que envolvem Eduardo Bolsonaro. Essa decisão será crucial para o andamento das investigações e para o rastreamento dos ativos de Vorcaro, em meio a um cenário de crescente escrutínio sobre as transações financeiras relacionadas ao ex-presidente e sua família.