Hélder dos Santos Frota, um brasiliense associado ao Comando Vermelho (CV), foi detido por agentes da Chamada Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MS) na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A Ficco/MS é uma força-tarefa composta por instituições como a Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal Estadual, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Guarda Civil Metropolitana da Capital. Durante a ação, Frota apresentou documentos falsos na tentativa de esconder sua identidade das autoridades.
O indivíduo é conhecido por sua atuação criminosa voltada para furtos de veículos de luxo, especialmente na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. Ele já acumulou diversas passagens em Unidades da Federação, além de seu histórico criminal que inclui tentativas de homicídio e crimes contra a administração pública. A prisão ocorreu após os agentes confirmarem a existência de um mandado de prisão preventiva emitido pela 2ª Vara Criminal de Taguatinga, no Distrito Federal (DF), que estava em vigor devido a investigações sobre a atuação de grupos ligados ao Crime Organizado.
As apurações relacionadas a Hélder dos Santos Frota mostram que, em 2021, seu nome já figurava em reportagens policiais, ligando-o a uma série de delitos. Em novembro de 2024, foi identificado como parte de uma quadrilha especializada em furtos de caminhonetes Hilux e Corolla na cidade de Caucaia, no Ceará. Naquela ocasião, ele foi preso com chaves decodificadoras utilizadas nos furtos.
Em 04 de abril do ano passado, Frota foi novamente associado ao Comando Vermelho, sendo mencionado em esquemas de furto de veículos de luxo que seriam trocados por drogas nas fronteiras do Brasil. Investigações indicam que pelo menos 32 pessoas estariam envolvidas nessa rede criminosa, com Frota atuando como um dos líderes, responsável por coordenar as operações e fornecer os recursos necessários para burlar a segurança dos veículos. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) também está investigando suas ações, que se estendem até 2025.
Após a captura, Hélder dos Santos Frota foi encaminhado à Polícia Federal, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações sobre sua documentação falsa e outras atividades criminosas continuam.
