Carlos Daniel Ferreira Mendes, apelidado de "Clone", foi morto durante uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar em Campo Grande. O jovem, que tinha apenas 18 anos na época de sua última tentativa de homicídio, acumulava diversas passagens criminais desde a adolescência, incluindo dois homicídios cujos processos tramitam em sigilo.
O caso mais notório ocorreu em dezembro de 2018 na Unei Dom Bosco, onde Carlos atacou um colega de 17 anos com um "chuço", uma arma improvisada. Ele confessou que a motivação para o ataque foram desentendimentos relacionados a preconceito sexual e importunações feitas pela vítima, que havia chegado à unidade recentemente. Em seu depoimento, Carlos relatou que não suportava mais as provocações e decidiu planejar o ataque, que ocorreu por volta das 11h15, após três dias de preparação.
Na manhã do ataque, Carlos ordenou que seu colega se levantasse. Após a recusa e um novo insulto, ele desferiu quatro golpes contra a vítima, demonstrando clara intenção de matá-lo. A vítima, por sua vez, alegou não ter conhecimento do motivo do ataque, afirmando que a relação entre ambos era baseada em brincadeiras. Por conta da idade dos envolvidos, os processos relacionados ao caso estão sob segredo de justiça.
Carlos Daniel também estava com um mandado de prisão em aberto, expedido em 1º de abril de 2026 pela 2ª Vara de Execução do Interior, em decorrência da unificação de suas penas em regime fechado, conforme decisão do juiz Robson Celeste Candeloro. Desde junho de 2025, ele cumpria pena sob monitoramento eletrônico, mas era considerado evadido do sistema.
Recentemente, Carlos Daniel foi apontado como autor de um homicídio em Pedro Gomes. Após receber informações sobre seu paradeiro, a Polícia Militar encontrou Carlos e seu comparsa, Antonio Carlos da Cruz Rocha, que reagiram à abordagem policial em uma residência na Vila Nilva de Farias. Ambos foram baleados durante o confronto e morreram no local, onde também foram apreendidos dois revólveres, 11 munições e 784 gramas de maconha.
