O presidente Lula tem concentrado suas atividades no Sudeste brasileiro, região que abriga os maiores colégios eleitorais do país. Desde o início de janeiro até o dia 29 da semana passada, o mandatário realizou 55 viagens, evidenciando uma estratégia de aproximação com esses estados. Em contrapartida, sua presença no Sul foi limitada a uma única visita, ocorrida em 20 de janeiro, na cidade de Pelotas (RS). No Centro-Oeste, Lula esteve apenas duas vezes, em Campo Grande (MS) e Anápolis (GO). O Nordeste recebeu oito visitas, sendo a Bahia o destino mais frequente. No Norte, a única parada foi em Manaus (AM).
Em um movimento significativo, a Prefeitura de São Paulo anunciou a compra do histórico prédio dos Correios por R$ 79 milhões. O imóvel, que possui um prejuízo acumulado de R$ 3,1 bilhões, será destinado à instalação de centrais de comando do projeto Smart Sampa, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e de outros órgãos municipais. O prédio, construído em 1922, receberá o nome de SP24, aludindo ao seu funcionamento contínuo. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) planeja inaugurar o espaço até julho.
Por ser um edifício tombado, a prefeitura não poderá realizar modificações significativas na estrutura. A agência dos Correios que atualmente ocupa o local será mantida, embora em um espaço reduzido. Em 2025, a administração municipal firmou um termo de cessão de uso gratuito do prédio com a estatal, válido por 15 anos. Essa negociação estava em andamento desde o último ano do governo Jair Bolsonaro.
Além das questões administrativas, a Polícia Federal investiga Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), por supostos serviços prestados a Daniel Vorcaro, que vão além das atividades bancárias. As investigações indicam que Costa teria atuado como conselheiro de Vorcaro em relação à montagem de fundos e veículos financeiros, que supostamente alimentaram operações ilícitas do grupo. Mensagens e conversas revelam que Costa discutia estratégias para a liquidez e movimentação de recursos.
O cenário político também é marcado por um clima de tensão, especialmente em relação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula tem demonstrado receio de encontros que poderiam resultar em situações constrangedoras, como ocorreu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A diplomacia brasileira, que anteriormente era reconhecida por sua efetividade, parece agora mais preocupada com as reações de Trump do que com os interesses nacionais, enquanto facções criminosas parecem operar com crescente impunidade no país.
