No dia 31 de maio de 1925, a Coluna Prestes, sob o comando de Siqueira Campos, realizou um reconhecimento ofensivo na estação de Rio Pardo, localizada nas proximidades da vila de Ribas do Rio Pardo. O destacamento, que havia se posicionado na ponte da ferrovia desde o dia anterior, conseguiu ocupar a estação após um intenso tiroteio, resultando em sua destruição. A ação tinha como objetivo atrair as forças governamentais que defendiam a região do Noroeste do Brasil, permitindo que a divisão da Coluna Prestes prosseguisse em direção à vila de Jaraguari, a apenas oito léguas de Campo Grande, sem enfrentar grandes obstáculos.
Otávio Gonçalves Gomes, que viveu sua infância na época, descreveu a invasão de Rio Pardo em seu livro "Onde cantam as seriemas". Ele relata que a noite anterior ao combate foi marcada por intensa atividade militar, e que, ao amanhecer, a expectativa era de que os atacantes não chegariam. No entanto, o tiroteio começou, com os revoltosos atacando pelo triângulo onde as locomotivas viravam, cercando a estação, um ponto crucial para as comunicações.
Os defensores, oriundos de Minas Gerais, se entrincheiraram atrás de um lenheiro e abriram fogo contra os atacantes. Uma figura notável entre os defensores foi um homem forte que, armando-se com um revólver e uma mala, avançou em direção às trincheiras gritando: "Abram a porteira que lá vai o Touro". Apesar da bravura, a única metralhadora disponível falhou, permitindo que o Touro avançasse, embora tenha sido abatido antes de causar danos significativos.
Outro defensor, um jovem corajoso, se posicionou atrás do forno de uma casa próxima e conseguiu eliminar os atacantes que tentavam atravessar o brejo, utilizando suas habilidades para proteger a retaguarda. Gomes recorda que, mesmo em meio ao combate, a curiosidade das crianças era tamanha que era necessário que os pais os ameaçassem para que se afastassem da linha de fogo.
Esse episódio marcou um importante confronto na história militar brasileira e ilustra a tensão entre os revoltosos e as forças governamentais na época. Além disso, o combate em Rio Pardo é um dos muitos eventos que compuseram o contexto da Revolução de 1924, que buscava mudanças políticas e sociais no país. A narrativa de Gomes, além de ser um relato HISTÓRICO, também serve como testemunho da vivência da população local durante um período conturbado da história do Brasil.
Por outro lado, na literatura contemporânea, o jornalista Sergio Cruz lançou um ROMANCE que mistura elementos históricos com ficção, intitulado "GARIMPO de ROCHEDO Vira ROMANCE HISTÓRICO". A obra acompanha A. Lima, um repórter que tenta localizar um garimpeiro que fugiu com um valioso diamante encontrado em ROCHEDO, no antigo Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, em 1937. A narrativa se desenrola a partir do Brasil até a África do Sul e Paris, culminando em 1993, em Cuiabá. O livro está disponível exclusivamente em formato digital.
