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Confusão no Paraguai após exibição de montagem com Bolsonaro agredindo jogador

Um vídeo falso exibido em telões de Ciudad del Este, mostrando Jair Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez, gerou tumulto na fronteira com o Brasil. O presidente paraguaio se manifestou sobre o episódio e ordenou a retirada das imagens.
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Na fronteira do Paraguai com o Brasil, telões instalados em Ciudad del Este exibiram uma montagem que mostrava o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) agredindo Gustavo Gómez, zagueiro Do Palmeiras e convocado para a Copa do Mundo de 2026. A exibição provocou uma intensa repercussão, levando o presidente paraguaio, Santiago Peña, a se pronunciar sobre o incidente. A empresa responsável pela projeção alegou que as imagens foram resultado de um ataque hacker.

Além da cena de agressão, as montagens continham mensagens provocativas tanto políticas quanto futebolísticas, como “o Brasil mandou e desmandou no campo e na política” e “o hexa é nosso”. Essa exibição gerou confusão entre os paraguaios, que reagiram derrubando os painéis com chutes e empurrões, próximo à Ponte da Amizade.

Em suas redes sociais, Peña lamentou a instalação dos cartazes ofensivos, afirmando que ações desse tipo não favorecem o entendimento e o respeito entre os povos. Ele destacou a importância de manter uma relação harmoniosa e construtiva entre Brasil e Paraguai, especialmente em um momento em que o país atravessa um período de crescimento e atração de investimentos.

Ainda nas suas declarações, o presidente paraguaio ressaltou que o Governo do Paraguai tomou providências imediatas, ordenando a retirada das imagens por parte do Ministério de Obras Públicas e Comunicações. Além disso, a prefeitura de Ciudad del Este anunciou a abertura de uma investigação, que foi encaminhada ao Ministério Público.

Gustavo Gómez, convocado pelo técnico Gustavo Alfaro, faz parte do elenco paraguaio que disputará a Copa do Mundo. A lista final de 26 jogadores ainda não foi divulgada, mas na prévia, com 55 nomes, constam outros seis atletas que atuam no futebol brasileiro, incluindo Carlos Coronel (São Paulo) e Junior Alonso (Atlético).

O incidente gerou um clima de tensão na região, refletindo a rivalidade histórica e o contexto político entre os dois países. O episódio evidencia como questões esportivas podem interagir com a política e provocar reações intensas entre os cidadãos, especialmente em momentos de competição internacional.