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Classificação de CV e PCC como terroristas gera comemorações entre a direita em MS

A designação dos grupos Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas pelo governo dos EUA é celebrada por figuras da extrema-direita em Mato Grosso do Sul, que veem a medida como um reflexo de ações políticas recentes.
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A decisão da Secretaria de Estado dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais trouxe reações positivas entre a extrema-direita em Mato Grosso do Sul. Essa medida, que será oficializada em 05 de junho, foi considerada uma ação realizada "sem conhecimento/consentimento" do governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio "Lula" da Silva. A iniciativa segue a solicitação do senador Flávio Bolsonaro (Partido Liberal – PL-RJ), que teria pedido a inclusão dessas facções na lista durante uma visita a Donald Trump no dia 26 de maio.

Figuras políticas locais, como o senador Flávio Bolsonaro, que se denomina "Gordinho do Bolsonaro", e Rodolfo Nogueira, expressaram sua satisfação nas redes sociais, celebrando a decisão como um reflexo das ações do senador. A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, sob a presidência de Luiz Philippe de Orleans e Bragança, também emitiu uma nota de apoio à medida, destacando a importância da designação.

Na nota, o presidente da Comissão expressou sua aprovação pela decisão do Governo Americano, afirmando que a classificação do CV e PCC como organizações terroristas é um reconhecimento da atuação do senador Flávio Bolsonaro em Washington. Ele ressaltou que a ação está em conformidade com a seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e com a Ordem Executiva 13224, que regula a designação de Organizações de Transporte Estrangeiro. As medidas adotadas serão efetivadas após a publicação no Diário Oficial Federal (Federal Register).

Por outro lado, o governador de Mato Grosso do Sul minimizou o impacto imediato da decisão sobre a soberania nacional. Apesar disso, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, Nelsinho Trad (PSD/MS), pediu cautela, alertando para os desafios que CV e PCC representam em relação à segurança nacional, especialmente no que diz respeito ao tráfico de drogas e armas.

Nelsinho Trad enfatizou a importância do diálogo com os Estados Unidos e com os países vizinhos, propondo uma maior cooperação em inteligência e controle de fronteiras como forma de combater o tráfico de armas, drogas e contrabando. Ele destacou que o Brasil precisa de um governo que priorize a segurança pública e impeça que facções ocupem espaços, oferecendo às forças de segurança as condições necessárias para proteger a população.

A reação entre os membros da direita em Mato Grosso do Sul reflete a expectativa de que a designação dos grupos como terroristas possa auxiliar na luta contra o crime organizado no país. As declarações e posturas adotadas pelos políticos locais demonstram um alinhamento com as diretrizes do Governo Americano na busca por soluções para a segurança pública no Brasil.