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Divisão em Campo Grande após PCC e CV serem classificados como terroristas pelos EUA

Após a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas pelos Estados Unidos, a população de Campo Grande apresenta reações mistas, entre aprovação e desconhecimento da medida.
Imagem ilustrativa do PCC em MS. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Imagem ilustrativa do PCC em MS. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Na última quinta-feira (29), Os Estados Unidos anunciaram a inclusão do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas. A decisão gerou diferentes reações entre os moradores de Campo Grande, onde muitos ainda não têm conhecimento sobre a medida. Porém, a maioria das opiniões expressas é favorável à inclusão dessas facções criminosas na classificação de terrorismo.

A justificativa para essa classificação se baseia na atuação das organizações, que ultrapassa as fronteiras do Brasil. Com isso, Os Estados Unidos poderão atuar em diversas áreas, como financeira, jurídica e militar, tanto em Mato Grosso do Sul quanto em todo o país. Essa medida abre possibilidades de auxílio americano em situações de Segurança Pública.

Jefferson José, um representante comercial de 60 anos, manifestou apoio à decisão do governo dos EUA. Ele destacou que o Brasil, muitas vezes, não toma as devidas providências em relação a essas organizações, que continuam a crescer. “Nós temos que ver as pessoas, principalmente, que estão em morros ou favelas e são oprimidas por eles”, afirmou. Jefferson também expressou preocupação com a possibilidade do crime organizado se expandir em Mato Grosso do Sul.

Outro campo-grandense a se manifestar foi Bruno Barros, de 43 anos, que também se mostrou a favor da medida. Ele ressaltou que a questão da Segurança Pública no Brasil é um problema antigo e ainda não resolvido. Para ele, a classificação pode resultar em bloqueios financeiros às facções, dificultando suas atividades. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública estimou que, em 2022, PCC e CV movimentaram cerca de R$ 146 bilhões.

A classificação como organizações terroristas permite ações diretas contra as finanças dos grupos. Qualquer instituição financeira que opere sob as regras dos EUA não poderá movimentar dinheiro relacionado a essas facções, o que pode impactar significativamente suas operações.

Apesar da aprovação por parte de muitos, uma parcela da população ainda desconhece a nova classificação. Os Estados Unidos identificaram PCC e CV como “as organizações criminosas mais violentas do Brasil” e ressaltaram que são responsáveis por ataques a policiais, autoridades públicas e civis. Essa medida é uma resposta a um encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Donald Trump, onde a questão das organizações criminosas brasileiras foi discutida.