A taxa de desemprego no Brasil registrou um aumento, alcançando 5,8% no trimestre que se encerrou em abril. Este dado foi divulgado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) pelo IBGE. Em comparação ao trimestre anterior, a taxa subiu 0,4 ponto percentual, enquanto em relação ao mesmo período do ano passado, quando estava em 6,6%, houve uma queda de 0,8 ponto percentual.
No total, 6,3 milhões de brasileiros em idade ativa não conseguiram encontrar trabalho durante o trimestre, o que representa um acréscimo de 471 mil pessoas em relação ao trimestre que terminou em março. O aumento no número de desempregados é atribuído ao comportamento sazonal de setores como comércio e serviços, que, após um aquecimento no final de 2025, não mantêm todos os seus trabalhadores.
A população ocupada no Brasil, que soma 102,3 milhões de pessoas, apresentou uma diminuição de 0,3% em comparação ao trimestre anterior, mas teve um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da queda, o IBGE enfatizou que a criação de empregos e a geração de renda continuam em um ritmo estável. Entre os setores analisados, o segmento de “outros serviços” perdeu cerca de 162 mil postos de trabalho, enquanto os demais setores permaneceram estáveis.
Em um contexto positivo, o rendimento médio mensal dos trabalhadores no país atingiu R$ 3.732, o maior valor já registrado na série histórica analisada. Esse aumento representa uma alta de 5,3% no acumulado do ano. A massa de rendimento real habitual, que é a soma dos rendimentos brutos recebidos por todos os trabalhadores ocupados na semana de referência, totalizou R$ 377 bilhões.
Esses dados refletem um cenário complexo no mercado de trabalho brasileiro, onde, apesar do aumento do desemprego, os trabalhadores estão alcançando rendimentos médios mais altos, o que pode indicar uma dinâmica de valorização do trabalho em meio a desafios econômicos.
