A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filiada ao PL, vem sendo considerada como uma potencial candidata à vice-presidência na chapa liderada pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do PSD, para as eleições de 2026. A informação foi divulgada em meio a discussões nos bastidores políticos sobre a composição da chapa, que ainda não ocorreu oficialmente.
Em evento realizado em São Paulo na última segunda-feira (25), Caiado afirmou que ainda não foi consultado sobre a questão, mas indicou que a ideia é bem recebida por seus aliados. Ele reiterou que, conforme informações repassadas por Flávio Bolsonaro, atual candidato do partido, este deverá manter sua candidatura.
O cenário político se transforma à medida que a hipótese de Michelle na chapa ganha força, especialmente após a recente repercussão envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com aliados próximos, existe a percepção de que Flávio pode estar perdendo espaço nas pesquisas, o que faz de Michelle uma alternativa mais competitiva para a disputa.
Embora a definição oficial sobre o vice de Caiado esteja prevista para ocorrer apenas nas convenções partidárias em agosto, interlocutores do ex-governador acreditam que um convite a Michelle seria prontamente aceito. Nos bastidores, há uma avaliação de que a união entre os dois poderia aumentar as chances da oposição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já no primeiro turno.
A movimentação ocorre em um momento em que uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada na sexta-feira (22), mostra Michelle Bolsonaro com desempenho semelhante ao de Flávio em um possível segundo turno contra Lula. O levantamento indica que Michelle teria 43% das intenções de voto, enquanto Lula alcançaria 48%. A pesquisa também destacou a baixa rejeição da ex-primeira-dama como um dos principais trunfos eleitorais do grupo bolsonarista.
No cenário do primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções, enquanto Michelle registra 22%. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, tem 6%. Essa dinâmica reforça a estratégia do bolsonarismo em buscar nomes que possam competir efetivamente nas próximas eleições.
