O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um vídeo em suas redes sociais no último domingo (24), onde aparece utilizando um colete à prova de balas sob uma camiseta amarela do Brasil. No registro, ele afirma: "Não posso dar sopa para o azar". Flávio se posiciona como pré-candidato à Presidência da República e enfrenta uma crise em sua pré-campanha devido à revelação de contatos frequentes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a gravação, o senador menciona o atentado a faca que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu em 2018, em Juiz de Fora (MG). Ele declara: "Infelizmente, eu sei do que eles são capazes", embora não especifique quem são os possíveis ameaçadores. Além disso, ele ressalta que já tentaram atingir seu pai, sem sucesso.
Flávio Bolsonaro também fala sobre o clima de hostilidade que o cerca, afirmando que há "muito ódio, muito ataque, muita desumanização". Ele sugere que pode ser um alvo de atentados, destacando que indivíduos que se opõem a ele não têm limites para destruir quem se coloca em seu caminho.
No entanto, o senador finaliza seu discurso com uma mensagem de autoconfiança, afirmando que não será intimidado: "Eu tenho uma péssima notícia pra eles. Estão achando que vão me intimidar? Não, não vão. Estou preparado! Aqui é sangue de Bolsonaro". O vídeo termina com a logomarca de sua campanha e o slogan "O Brasil tem futuro".
Apesar de suas declarações e da segurança aparente proporcionada pelo colete, Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise de imagem. A divulgação de mensagens em áudio e texto, onde ele solicita apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, a quem se refere como "irmão", gerou repercussão negativa. Recentemente, ele admitiu ter visitado Vorcaro em sua residência, logo após a liberação do banqueiro de um período de detenção.
O desempenho de Flávio nas pesquisas de intenção de voto também apresenta uma queda significativa. Em levantamento realizado pelo Datafolha, ele aparece com 31% das intenções, enquanto Luiz Inácio Lula atinge 40%. Na pesquisa do AtlasIntel, Flávio registra 41,8%, contra 48,9% do atual presidente.
