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Exportações de soja elevam balança comercial do Paraná em 2026

O Paraná registrou um aumento significativo nas exportações de soja, que alcançaram 5,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre de 2026, contribuindo para um faturamento de US$ 2,3 bilhões na balança comercial do estado.
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A balança comercial do Paraná apresentou um desempenho positivo no início de 2026, impulsionada pelo crescimento das exportações de soja. De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), a exportação de soja no estado atingiu 5,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, um aumento de 3,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Esse crescimento refletiu em um faturamento de US$ 2,3 bilhões, representando um salto de 10,6% em relação ao ano anterior. A China se destacou como o principal destino das exportações paranaenses, absorvendo 59% do total, enquanto o Irã e o Vietnã ocuparam, respectivamente, a segunda e a terceira posições, com 6% e 5% das exportações. No total, o Paraná enviou soja para 43 países neste ano.

Além disso, as exportações totais do Paraná em 2026 somaram US$ 7,54 bilhões, consolidando o estado como o sexto maior exportador do Brasil e o maior da região Sul. O desempenho robusto das exportações de soja é um indicativo da força do agronegócio paranaense, que continua a ser um pilar econômico crucial para a região.

Entretanto, o cenário não é totalmente positivo para todas as culturas. Os Dados do Deral indicam que a produção de milho pode ser impactada por condições climáticas adversas. As geadas registradas no início do ano já causaram leves prejuízos em algumas áreas.

Edmar Gervasio, analista do Deral, destacou que, embora alguns produtores tenham enfrentado perdas, a situação geral da produção de milho no estado ainda não apresenta danos significativos. Ele explicou que os cultivos estão majoritariamente concentrados nas regiões Norte e Oeste do Paraná, onde os efeitos das geadas não têm sido tão severos como nas áreas do Sul.

A expectativa é que, se as condições climáticas melhorarem, a produção de milho se mantenha estável, contribuindo para a diversidade e a força do setor agrícola paranaense.