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Iniciativa busca resgatar a história do Complexo Ferroviário por meio de cartilha e exposição

O projeto 'Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário' visa apresentar a história do circuito ferroviário regional através de uma cartilha e uma exposição, com lançamento previsto para 2026.
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O projeto denominado "Resquícios do Tempo: Complexo Ferroviário" é uma continuidade de uma pesquisa autoral que teve início em 2021. Desde o seu início, o trabalho resultou em uma exposição no Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (MARCO), durante o Festival Campão Cultural, além da publicação da cartilha "Resquícios do Tempo: Redescobrindo Campo Grande" e uma apresentação na 1ª Conferência Internacional das Tecnologias Sociais da Memória, que ocorreu em São Paulo em novembro de 2025.

A nova cartilha traz um compilado de informações históricas e ilustrações de 12 pontos e monumentos que compõem o circuito ferroviário da região. Entre os locais destacados estão a Estação Ferroviária de Campo Grande (MS), o Casarão Thomé, a Casa da Chefia, a Caixa d’água da NOB (Estrada de Ferro Noroeste do Brasil), vagões remanescentes e a antiga linha de baldeação para Ponta Porã (MS).

Para a elaboração deste material, a artista responsável pela pesquisa dedicou dois meses à investigação de arquivos e relatos documentais. Em seguida, foram três meses dedicados à criação das ilustrações, utilizando técnicas de nanquim e carvão, e mais um mês para a diagramação. O término do trabalho técnico está previsto para junho de 2026, quando também ocorrerá o lançamento do projeto, embora a data exata ainda não tenha sido definida.

A pesquisa revelou uma demanda por informações históricas acessíveis sobre edifícios e locais relacionados à ferrovia, especialmente aqueles que se encontram abandonados ou pouco conhecidos pela população. O objetivo é transformar essas informações em material educativo, visual e acessível, evitando que a história permaneça oculta em uma linguagem de arquivo morto. A cidade já possui uma memória considerável que está sendo sufocada pela vegetação e pela burocracia.

A cartilha será distribuída gratuitamente em escolas, bibliotecas e instituições culturais, além de contar com versões acessíveis em braille. O projeto também prevê a realização de oficinas educativas na rede municipal de ensino. O lançamento incluirá uma exposição das ilustrações originais, palestras com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), apresentações artísticas, DJ, vídeo-performance e atividades educativas institucionais.

Esse projeto é financiado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com recursos do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal.