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PL solicita ao TSE a suspensão de pesquisa da AtlasIntel envolvendo Flávio Bolsonaro

O Partido Liberal apresentou uma representação ao TSE, alegando manipulação em pesquisa da AtlasIntel que poderia prejudicar a imagem de Flávio Bolsonaro. O partido pede acesso aos dados da pesquisa e contesta a metodologia utilizada.
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O Partido Liberal (PL) protocolou, nesta terça-feira (19), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar uma pesquisa presidencial realizada pela AtlasIntel. A legenda solicita a suspensão imediata do levantamento, alegando que a pesquisa formulou perguntas que induziram respostas desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro.

O questionário foi divulgado após a repercussão de mensagens atribuídas ao senador, nas quais ele supostamente solicitava recursos ao empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O PL argumenta que o conteúdo das perguntas foi elaborado com o intuito de vincular o senador ao caso relacionado à instituição financeira.

Foram entrevistados 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com uma margem de erro de um ponto percentual e um nível de confiança de 95%. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-06939/2026, teve um custo de R$ 75 mil, pagos com recursos próprios pela AtlasIntel.

Na ação apresentada ao TSE, o partido alega que a sequência de perguntas foi projetada para provocar efeitos psicológicos nos entrevistados, utilizando técnicas como “ancoragem”, “framing” e “priming”. Essas estratégias poderiam influenciar a percepção pública antes das perguntas sobre imagem e intenção de voto.

A coordenação jurídica da pré-campanha ressalta que pesquisas eleitorais devem respeitar critérios técnicos rigorosos, garantindo transparência, equilíbrio e imparcialidade, evitando que se tornem instrumentos de manipulação da opinião pública.

O PL afirma que oito das 48 perguntas do levantamento referem-se diretamente ao Banco Master, abordando temas como “fraudes financeiras”, “escândalo” e “envolvimento direto” do senador. Para o partido, essa abordagem compromete a neutralidade que deve ser observada em pesquisas eleitorais.