Na quinta-feira (14), o presidente da China, Xi Jinping, recebeu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma reunião em Pequim. O encontro foi marcado por uma discussão sobre a aproximação entre as duas potências, um tema que tem ganhado destaque nas relações internacionais. Xi expressou otimismo em relação às negociações e vislumbrou um 'novo capítulo' na interação entre os países, ressaltando que não deveriam ser rivais, mas sim parceiros, devido aos interesses comuns que compartilham.
Durante a conversa, Xi Jinping enfatizou: "Eu sempre acreditei que nossos dois países têm mais interesses em comum do que diferenças. O sucesso de um é oportunidade para o outro. China e Estados Unidos, ambos ganham com a cooperação e perdem com confrontos. Nós devíamos ser parceiros, não rivais". Essa declaração reflete a intenção de ambos os líderes em melhorar a relação bilateral.
Donald Trump também elogiou seu homólogo chinês, chamando-o de um "ótimo líder" e ressaltou a importância do encontro na diplomacia entre Estados Unidos e China. Trump afirmou que a relação entre os dois países "será melhor do que nunca", destacando a relevância da amizade entre os dois presidentes.
A pauta da reunião incluiu ainda a ampliação das relações comerciais. A Casa Branca informou que a China manifestou interesse em aumentar as importações de commodities dos Estados Unidos, além de buscar maiores investimentos na indústria estadunidense. Em contrapartida, Os Estados Unidos desejam uma abertura maior do mercado chinês para as empresas americanas.
Além disso, os líderes discutiram a questão nuclear do Irã, com ambos concordando que o país não pode possuir armas nucleares. A China, por sua vez, defendeu a desmilitarização do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico que, desde o fim de fevereiro, está bloqueado pelo Irã em meio a tensões com os EUA. Trump espera contar com o apoio da China para a reabertura do canal, que representa 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural.
O encontro entre Trump e Xi Jinping sinaliza uma possível mudança nas relações entre China e Estados Unidos, que, em meio a um cenário global de incertezas, buscam estabelecer um diálogo construtivo e focado na cooperação mútua.
