A pré-candidata ao Senado pelo PSD, Cristina Graeml, rebateu, em entrevista exclusiva à Jovem Pan News Paraná, as críticas de nomes da direita que a acusam de ter abandonado a chamada 'direita raiz' após sua filiação ao partido do governador Ratinho Junior, presidido por Gilberto Kassab.
Cristina disse que para seus apoiadores nada mudou: 'Estou sendo muito atacada por uma microbolha nas redes sociais ligada aos partidos que se dizem de direita, o PL e o Novo, e que por acaso faziam parte da coligação do PSD, que por acaso tem a vice-prefeitura de Curitiba, que até semanas atrás tinham 3 secretarias na prefeitura, uma no governo e mais de 300 cargos no governo do PSD. Aí não era o PSD do Kassab, aí não era centro?'
Ela também acusou PL e Novo de terem rompido acordos políticos firmados com o PSD. 'Quando o governador Ratinho é traído pelo PL e pelo Novo, vamos dizer com todas as letras, porque o PL e o Novo faziam parte da coligação com o PSD (…) Aí eles traem o governador, dão um duplo do escarpado, juntam o (Sergio) Moro com eles, que me trai, me deixa para trás, e aí quando o governador vê isso e me chama para o PSD, aí o problema sou eu e o partido e não sei quem mais. Aí eles esquecem que ele estavam dentro do governador Ratinho. Então, tá vendo como é que é sujo esse jogo', afirmou Cristina.
Cristina também falou sobre pesquisas eleitorais ao Senado que apontam suposta queda na preferência pelo nome da jornalista na disputa eleitoral: 'Eu sou a pessoa que pode dizer pesquisa não define absolutamente nada. A pesquisa que mais próxima chegou do meu resultado (nas eleições municipais), só errou 20 pontos percentuais.' Cristina ainda afirmou que as pesquisas não são o retrato de momento, mas o 'retrato do contratante de momento' e que só partidos com muito dinheiro conseguem contratar sondagens.
A pré-candidata ainda comentou o debate sobre eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e defendeu que a disputa ao Senado passe pelo posicionamento político dos concorrentes. 'O Senado, ele está completamente omisso, está inoperante há muitos anos porque a maioria é progressista. Ou, uma centro-esquerda disfarçada de não progressista, mas na hora de votar, vota tudo com a esquerda', afirmou Cristina.
Fonte: Ric.com.br
