A vacinação contra a chikungunya em Mato Grosso do Sul será ampliada para mais quatro municípios: Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que as doses devem ser distribuídas ainda esta semana, dando início a uma nova fase de imunização no Estado. Contudo, não haverá novas remessas de vacinas, pois as doses serão remanejadas das 45 mil inicialmente destinadas a Dourados.
Serão disponibilizadas 14.400 doses para os quatro municípios incluídos na estratégia de vacinação, com a quantidade sendo ajustada de acordo com a população de cada localidade. Ana Paula Goldfinger, coordenadora de Imunização da SES, enfatizou que a iniciativa visa aumentar a proteção contra a doença em mais regiões de Mato Grosso do Sul. "Estamos atuando de forma estratégica para garantir que todas as doses disponíveis sejam utilizadas dentro do prazo adequado, ampliando o acesso à vacinação em municípios definidos pelo Ministério da Saúde. Essa medida fortalece a resposta do Estado frente às arboviroses e contribui para a proteção da população", declarou.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, divulgado em 30 de abril, os novos municípios estão apresentando alta incidência de casos prováveis de chikungunya. Sete Quedas, por exemplo, é o município com mais casos, registrando 442 para uma população de 10,9 mil habitantes, o que representa uma taxa superior a 4 mil casos a cada 100 mil habitantes. No total, Mato Grosso do Sul contabiliza 8.894 casos prováveis da doença e 3.997 confirmados. Dourados, epicentro da epidemia, possui até a última terça-feira (5) 2.418 casos confirmados e 3.141 suspeitos.
Mato Grosso do Sul já registrou 14 óbitos em decorrência da chikungunya, dos quais 9 ocorreram em Dourados, 2 em Bonito, 1 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Além disso, duas mortes estão sob investigação. O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar as ações contra a chikungunya nas aldeias e na área urbana, relata um recuo na fase crônica da doença, que é caracterizada por sintomas que persistem por mais de 90 dias.
Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 não registrou necessidade de internações hospitalares e realizou 82 atendimentos, sendo três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Amostras para exames PCR foram coletadas. A Equipe 2 fez 29 consultas, sem casos agudos, mas com cinco subagudos e um crônico, sem remoções hospitalares. No assentamento Nhuvera, também não houve identificação de casos agudos, apenas sintomas subagudos em três pacientes. O secretário municipal de saúde, Márcio Figueiredo, destacou que os resultados são reflexo das ações definidas pelo COE, como decretos de emergência, mutirões de limpeza e a implementação da vacinação na rede básica.
