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Família nega acusações contra homem que faleceu após suposta agressão

A família de Paulo Martins, encontrado morto em Campo Grande, contesta a versão de que ele teria sido agredido por um barbeiro após uma brincadeira com uma criança. Eles defendem que ele não era pedófilo e que a situação foi mal interpretada.
Casa em que vítima morava. (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)
Casa em que vítima morava. (Foto: Henrique Arakaki/Jornal Midiamax)

A família de Paulo Martins, de 48 anos, encontrado sem vida em sua residência na Vila Marli, em Campo Grande, contesta a versão que circula sobre sua morte. Parentes afirmam que a imagem de pedófilo atribuída à vítima é falsa e serve como justificativa para a agressão sofrida. Paulo vivia com um irmão de 53 anos, um pai de 87 e uma mãe de 73. De acordo com seu filho, de 24 anos, Paulo negou atendimento médico após o incidente e disse que apenas se machucou ao se limpar em casa.

O filho de Paulo relatou que, na noite anterior ao seu falecimento, o pai se levantou para tomar água e parecia estar bem. No entanto, pela manhã, foi encontrado sem vida. Um primo da vítima, que passava pela rua, a viu em estado de embriaguez e com ferimentos, o que levou os filhos a levá-lo para casa. Inicialmente, Paulo não quis ir ao posto médico, alegando que apenas precisava de um banho e que procuraria atendimento depois.

A família expressou sua indignação com os comentários maldosos sobre Paulo, que o acusam de pedofilia. “Tem gente comentando como se ele fosse um pedófilo. Como se ele quisesse abusar da criança. É mentira. O autor está usando disso para justificar o que ele fez”, afirmou um dos parentes. Em busca de esclarecimentos, a família procurou o barbeiro que teria agredido Paulo, mas ele negou qualquer envolvimento, alegando que a vítima caiu ao passar em frente ao seu estabelecimento.

O filho de Paulo, que não acreditou inicialmente nas afirmações do barbeiro, decidiu verificar as câmeras de segurança, que mostraram que o homem realmente havia lançado uma pedra contra seu pai, confirmando a agressão. “Meu pai não é de fazer mal a ninguém. Ele era muito brincalhão. Bebia cachaça, mas nunca fez mal a ninguém”, completou o filho.

A motivação para a agressão, conforme o registro policial, estaria relacionada a uma brincadeira inadequada que Paulo fez com uma criança de aproximadamente dois anos, filho do proprietário da barbearia. O pai da criança, de 26 anos, teria se irritado com a situação e arremessado uma pedra na direção de Paulo, atingindo-o no rosto. No momento do ocorrido, Paulo estava em uma conveniência e, após recusar atendimento médico, voltou para casa.

Segundo o relato do filho, Paulo estava sob efeito de álcool desde a manhã e costumava fazer brincadeiras com outras pessoas, o que pode ter contribuído para a situação. As circunstâncias em que a morte de Paulo ocorreu geraram revolta entre seus familiares, que buscam justiça e a verdade sobre o que realmente aconteceu.