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MPMS move ação contra irregularidades em Escola Agrícola de Ivinhema

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ajuizou Ação Civil Pública para garantir melhores condições de ensino na Escola Agrícola de Ivinhema, onde alunos estão em barracão inadequado.
MPMS aponta precariedade em escola agrícola de Ivinhema e cobra soluções urgente
MPMS aponta precariedade em escola agrícola de Ivinhema e cobra soluções urgente

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com uma Ação Civil Pública solicitando medidas urgentes contra o Estado e o Município de Ivinhema. A ação, originada na 2ª Promotoria de Justiça, foi motivada por graves irregularidades encontradas na estrutura da Escola Agrícola, que é vinculada à Escola Estadual Reynaldo Massi.

Conforme os dados apresentados na ação, os alunos estão sendo atendidos em um barracão que foi projetado para eventos sociais, o que não oferece as mínimas condições para o desenvolvimento de atividades pedagógicas. O processo está em tramitação na 2ª Vara da Comarca de Ivinhema e é fruto do Inquérito Civil nº 06.2026.00000332-9.

Relatórios de inspeção revelam uma série de problemas na estrutura do local. Entre as deficiências estão a falta de climatização adequada, a presença de salas improvisadas com divisórias que não garantem isolamento acústico e a ausência de infraestrutura básica, como biblioteca e refeitório. Para amenizar o calor, professores têm utilizado ventiladores pessoais, evidenciando a precariedade das condições.

Além das questões estruturais, documentos da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros apontam irregularidades significativas, como a falta de alvará sanitário e problemas com o certificado de segurança, que está vinculado à ocupação do espaço como salão de festas e não como unidade educacional. Anteriormente, a escola estava instalada em um prédio municipal que já apresentava diversas avarias, situação que levou à elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

O promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki argumenta que a situação atual representa uma violação do direito constitucional à educação de qualidade, conforme estabelecido na Constituição Federal e no Estatuto da Criança. Ele ressalta que a chamada “reserva do possível” não pode ser utilizada pelo poder público como justificativa para manter os estudantes em um ambiente inadequado e inseguro.

Entre as solicitações feitas à Justiça, destaca-se o pedido de liminar para que o Estado e o Município sejam obrigados, em um prazo de até três meses, a transferir os alunos para um espaço adequado ou a realizar uma reforma completa na estrutura atual. As intervenções devem incluir melhorias na climatização, adequação acústica e regularização de toda a documentação necessária.