A relação entre Lula (PT) e Jorge Messias (AGU) tem se mostrado cada vez mais distante, especialmente após o presidente não se empenhar pela indicação de Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Embora os dois tenham se encontrado em reuniões privadas até 2024, a frequência desses encontros diminuiu significativamente. Em 2023, Lula recebeu Messias em dez ocasiões, um número que caiu para apenas quatro em 2024, quando optou por Flávio Dino para a vaga de Rosa Weber.
A situação se agrava com a ausência de registros de reuniões entre Lula e Messias em 2025, o que demonstra um abandono evidente do AGU por parte do petista. Essa falta de comunicação se estende a outros membros do governo, já que pelo menos 13 ministros ainda não foram recebidos por Lula em 2026. Essa desarticulação é um indicativo das dificuldades enfrentadas pelo governo no Congresso Nacional.
As derrotas recentes de Lula no Congresso, incluindo a rejeição do indicado Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto à lei que reduziria penas para condenados pelo dia 8 de janeiro, sinalizam um cenário desafiador para o presidente. As pesquisas eleitorais refletem essa dificuldade, apontando uma média de 44,8% para Flávio e 44,3% para Lula, com o petista liderando numericamente em alguns institutos, mas perdendo em outros como Atlas/Intel e Datafolha.
No cenário de simulações para o primeiro turno, Lula aparece com uma liderança numérica, alcançando até cinco pontos de vantagem em relação a Flávio. Entretanto, mesmo plataformas de previsão e apostas, que estão agora proibidas no Brasil, indicam uma diminuição nas chances de vitória para o presidente.
O deputado Evair de Melo (PP-ES) comentou sobre a percepção crescente de desorganização e perda de credibilidade em órgãos como a Polícia Federal, ressaltando que as decisões e posicionamentos impactam diretamente a autonomia dessas instituições. Além disso, foi aprovado na Câmara um projeto que estabelece jornada mensal de 144 horas para agentes da Segurança Pública, com remuneração em dobro para trabalho em feriados, de autoria do deputado Sargento Portugal.
Essas questões revelam um contexto complexo para o governo Lula, que se vê diante de desafios tanto na articulação política quanto nas expectativas eleitorais para 2024.
