A Petrobras comunicou neste sábado (2) um reajuste de 19,2% no preço do gás natural destinado às distribuidoras, com efeito retroativo a 1º de maio. Este ajuste é parte de uma série de alterações nos preços, que têm sido impactadas pela guerra no Oriente Médio.
De acordo com a estatal, os preços do gás natural são revisados trimestralmente, considerando fatores como a cotação do petróleo tipo Brent, a variação cambial e o sistema de gasoduto Henry Hub, que serve como referência nos Estados Unidos. A última atualização dos preços do gás natural ocorreu em fevereiro deste ano.
É importante destacar que o valor final pago pelo consumidor não é determinado apenas pelo preço estabelecido pela Petrobras. Outros fatores, como custos de transporte, margens das distribuidoras e, no caso do GNV, os custos dos postos de revenda, além de tributos federais e estaduais, também influenciam a composição do preço.
Recentemente, a Petrobras também reajustou o preço do combustível de aviação, que subiu 18%, após acumular uma alta de 55% em abril. Vale ressaltar que o reajuste aplicado ao gás natural não se aplica ao GLP, ou gás de cozinha em botijão, que segue regras de reajuste diferentes. Entretanto, o GLP já apresentou um aumento superior a 4% desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro.
Na última terça-feira (28), o governo federal publicou uma medida provisória autorizando um crédito extraordinário de R$ 330 milhões, com o objetivo de garantir que o gás de cozinha importado seja comercializado no Brasil pelo mesmo preço que o produto nacional, evitando assim repasses mais altos ao consumidor final. Essa iniciativa faz parte de um pacote de ações anunciado no início de abril, visando mitigar os efeitos da guerra sobre os combustíveis.
O conflito no Oriente Médio tem elevado os preços do petróleo no mercado internacional, o que, por sua vez, pressiona os custos do gás e do transporte. Em uma ação para amenizar essa pressão, o governo anunciou um subsídio de R$ 850 por tonelada para o gás de cozinha importado, buscando equiparar seu preço ao do GLP nacional e reduzir o impacto sobre as famílias de baixa renda.

