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Bebê de 1 ano e 8 meses morre em Campo Grande com sinais de agressão

A morte de um bebê de 1 ano e 8 meses, com sinais de agressão e suspeita de violência sexual, expõe uma história familiar marcada por perdas. A avó e o tio do menino pedem justiça após a prisão da mãe e do padrasto.
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O falecimento de um bebê de 1 ano e 8 meses, internado com indícios de agressão e suspeita de violência sexual, revela uma complexa trama familiar marcada por perdas e afastamentos. O menino, Filho de Josue de Oliveira, nasceu após a morte do pai biológico, que faleceu em um acidente de trânsito no dia 2 de junho de 2024, enquanto a mãe ainda estava grávida. De acordo com informações de parentes, desde então a criança não teve a oportunidade de conhecer a família paterna.

A situação familiar do menino é descrita como fragmentada. Entre os quatro filhos da mãe, três foram entregues a famílias do lado paterno, conforme relatado pelo 2º Conselho Tutelar da Região Norte. O bebê que faleceu era o único sob os cuidados diretos da mãe, embora por um período relativamente curto, já que antes residia com a avó materna até dezembro de 2025.

Em relato ao Campo Grande News, a avó paterna, Iracy Quirino da Silva, de 63 anos, e o tio Jonathan expressaram seu desejo de conviver com o menino, afirmando que teriam aceitado criá-lo, assim como fazem com o irmão mais velho da vítima, que atualmente tem 4 anos. Iracy mencionou que sempre solicitou à mãe do bebê que o levasse para que pudesse conhecê-lo, mas essa oportunidade nunca se concretizou. "Nunca cheguei a conhecer ele", lamentou Iracy, ressaltando a dor pela perda e a falta de convivência.

Jonathan, por sua vez, reforçou o desejo familiar de estar presente na vida do menino e comentou sobre a rotina que observavam na casa, marcada pela falta de cuidados adequados. A avó, que assumiu a criação do irmão mais velho, afirmou que sempre percebeu a ausência da mãe na vida de seus filhos. "Meu filho falava: mãe, eu que dou banho, eu que troco, eu que cuido", disse Iracy.

O caso se agravou com a morte do bebê, que ocorreu na madrugada do dia 30, na Santa Casa, após dois dias de internação. Inicialmente, a criança foi socorrida por ter se engasgado com leite. No entanto, durante o atendimento, os médicos identificaram um hematoma extenso na cabeça, além de marcas antigas e sinais compatíveis com violência sexual. A mãe, de 31 anos, e o padrasto, de 23, foram presos em flagrante sob a acusação de maus-tratos e estupro de vulnerável, com a prisão preventiva decretada após audiência de custódia.

Agora, entre luto e indignação, os parentes da criança clamam por justiça e responsabilização dos envolvidos na morte do menino. Jonathan enfatizou: "A gente quer justiça. Que paguem pelo que aconteceu com ele". Iracy, ainda profundamente abalada, completou: "Meu neto se foi sem eu conhecer".