A Caixa Econômica Federal anunciou na última segunda-feira, 27 de abril de 2026, a liberação de um novo lote de pagamentos relacionados aos valores “esquecidos” do antigo fundo PIS/Pasep. Estima-se que bilhões de reais ainda estejam disponíveis para resgate, mas o Governo Federal já definiu um prazo final para que os cidadãos possam acessar esses recursos.
O PIS (Programa de Integração Social) e o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) funcionaram como um fundo de poupança compulsória entre 1971 e 1988. Durante esse período, todos os trabalhadores com carteira assinada e os servidores públicos recebiam depósitos anuais do governo. Com as alterações na legislação ao longo dos anos, o fundo foi extinto e os valores foram transferidos para o FGTS. Entretanto, milhões de pessoas não realizaram o saque, o que resultou em uma quantia considerável permanecendo inativa.
O Ministério da Fazenda estabeleceu setembro de 2028 como o prazo final para o resgate desses valores. Após essa data, todo saldo que não for retirado será incorporado ao Tesouro Nacional, significando que o governo ficará com o dinheiro que não for reclamado. O lote liberado em 27 de abril de 2026 é destinado às pessoas que solicitaram o ressarcimento até 31 de março de 2026. Para aqueles que ainda não solicitaram, é possível fazer o pedido até a data-limite estabelecida.
Além disso, herdeiros de trabalhadores falecidos têm o direito de solicitar o resgate dos valores. O processo de consulta para verificar a existência de saldo disponível é bastante simples e pode ser realizado de forma online. Existem duas maneiras oficiais de consulta: pelo Portal Repis Cidadão, onde é necessário login gov.br de nível prata ou ouro, ou pelo aplicativo FGTS, acessando a opção de ressarcimento PIS/Pasep. Também é possível realizar a consulta presencialmente em qualquer agência da Caixa Econômica Federal.
A falta de informação é um dos principais fatores que contribuem para que muitos brasileiros ainda não tenham realizado o saque. Apesar das campanhas periódicas da Caixa e do Ministério da Fazenda, a mensagem nem sempre alcança aqueles que realmente precisam. Muitos trabalhadores que contribuíram nas décadas de 70 e 80 podem já estar aposentados, ter mudado de cidade ou não acompanhar as notícias sobre benefícios financeiros.
Curiosamente, estima-se que mais de R$ 26 bilhões ainda estejam parados nas contas do antigo PIS/Pasep, uma quantia que poderia financiar a construção de mais de 100 mil casas populares por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. A gestão desses valores exige atenção, visto que após o prazo final, a transferência dos recursos para o Tesouro Nacional será irreversível.

