Na madrugada de terça-feira (28), um casal foi alvo de um assalto violento no Jardim Tarumã, em Campo Grande. A mulher, de 30 anos, e o homem, de 40, chegavam em casa em um Fiat Doblò, transportando produtos adquiridos no Paraguai, quando foram abordados por uma quadrilha armada. O crime ocorreu por volta das 00h50, logo após o casal estacionar o veículo em frente à sua residência.
Câmeras de segurança da área registraram a abordagem dos criminosos, que surgiram rapidamente assim que a mulher desceu do carro. Armados, os assaltantes apontaram as armas tanto para a cabeça da mulher quanto do homem, que permaneceu no interior do veículo. Os bandidos exigiram que as vítimas entregassem seus celulares e o carro, que estava repleto de mercadorias, incluindo perfumes e casacos de couro.
Após o assalto, os criminosos fugiram levando o veículo e os produtos. A mulher conseguiu acionar a Polícia Militar para relatar o crime, que ocorreu na presença dos filhos do casal, com idades entre 6 e 15 anos.
A equipe da 10ª CIPM (Companhia Independente de Polícia Militar) recebeu a denúncia e iniciou rapidamente as buscas. O veículo roubado foi localizado a poucos quilômetros do local do assalto. O Subtenente Amaury, da guarnição da 10ª CIPM, informou que dois suspeitos foram encontrados no carro e presos em flagrante. Além deles, duas mulheres foram detidas por serem apontadas como apoio logístico do crime.
Durante as investigações, as autoridades descobriram que o grupo poderia estar monitorando veículos que retornavam do Paraguai com mercadorias, indicando que já teriam realizado outros crimes semelhantes. No total, cinco pessoas foram presas, incluindo dois homens de 18 anos e três mulheres, com idades de 22, 27 e uma outra não identificada, que aparenta ter cerca de 30 anos.
A vítima do assalto descreveu a experiência como aterrorizante. Em entrevista, relatou que a abordagem foi uma cena de terror, algo que nunca imaginou que passaria. Ela expressou sua frustração, afirmando que a situação não precisava ter sido tão violenta, já que os criminosos poderiam ter apenas feito a abordagem sem a necessidade de apontar armas. Além dos produtos levados, a mulher mencionou que sua dignidade foi afetada pela experiência, tornando o retorno ao trabalho um desafio após o trauma vivido.

