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Padrasto é preso após a morte do enteado de um ano em circunstâncias suspeitas

Um homem de 21 anos e sua companheira de 31 foram detidos após a morte do bebê Kalebe Josué, que apresentava sinais de maus-tratos e abuso sexual. O padrasto alegou ter visto a mulher agredindo a criança em outras ocasiões.
Foto: Caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescen
Foto: Caso foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescen

Um homem de 21 anos foi preso sob a suspeita de maus-tratos e estupro de vulnerável após a morte de seu enteado, Kalebe Josué da Silva, de apenas um ano. O bebê faleceu na madrugada da última quinta-feira (30) na Santa Casa. O padrasto, que também estava detido, afirmou ter presenciado a companheira agredindo a criança em momentos anteriores, alegando que as agressões eram uma forma de "educação".

Os dois foram detidos na manhã de terça-feira (28). Durante o interrogatório na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, o homem negou ter agredido Kalebe e afirmou que o considerava como um filho. Ele relatou que sua companheira estava se preparando para o trabalho na manhã do incidente e que deixou uma mamadeira para o bebê.

Por volta de 6h50, o padrasto teria percebido que Kalebe estava vomitando e apresentava um estado de fraqueza. Ele relatou que, ao tentar dar banho no bebê, notou que o corpo dele estava "meio mole" e imediatamente acionou o Samu. O homem afirmou ter ligado primeiro para a companheira, que teria dito que já estava a caminho de casa. A equipe do Samu orientou que ele realizasse massagem cardíaca até a chegada da Polícia Militar (PM).

Quando a PM chegou ao local, o padrasto estava com o bebê no colo, realizando as manobras de reanimação, que continuaram pelos policiais. O Samu chegou em seguida e conseguiu reanimar Kalebe, que foi levado para atendimento médico.

O homem foi questionado sobre os hematomas e indícios de abuso sexual identificados pelos médicos. Ele alegou ter visto uma mancha nas costas e na testa do enteado, que teria sido causada por uma queda no banheiro durante o banho, ocorrida na tarde de segunda-feira (27). O padrasto relatou que avisou a companheira sobre o acidente, mas não levou o bebê a um médico devido à lotação da unidade de saúde.

Durante o interrogatório, o homem reiterou que não agrediu Kalebe, mas admitiu que já havia testemunhado a companheira agredindo o bebê em outras ocasiões. O rapaz também mencionou que a mãe aplicava tapas na criança, tratando isso como uma forma de educação. Além disso, durante as diligências na residência do casal, a polícia encontrou substância semelhante à maconha, a qual o padrasto afirmou ter sido consumida entre 19h e 20h na noite anterior ao incidente. Ele negou que outras pessoas estivessem presentes na casa entre os dias do ocorrido.