Uma vítima do bilionário Jeffrey Epstein afirma que pelo menos 50 brasileiras, muitas delas menores de idade, passaram pela mansão do financista americano, onde foram abusadas. A vítima, Marina Lacerda, conta que chegou aos EUA aos 8 anos e precisou trabalhar desde cedo para se sustentar como imigrante ilegal.
Aos 14 anos, ela recebeu uma proposta de uma amiga para fazer massagens para um homem rico e poderoso, que pagava US$ 300 por cerca de 40 minutos de trabalho. Os abusos começaram já na primeira visita a Epstein e se estenderam até seus 17 anos.
Com o tempo, Marina passou a recrutar outras jovens, principalmente brasileiras. Ela foi procurada pelo FBI em 2008, mas teve medo de falar na época, e somente em 2019 decidiu contar sua história em detalhes aos investigadores.
Epstein morreu em uma cela de prisão em Nova York em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual. A revelação do envolvimento de brasileiras no caso ganha força após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar um documento que menciona um “grande grupo brasileiro”.
