O vereador Mauricio Galante, representante do Partido Republicano de Arlington, no estado americano do Texas, comentou a atual situação de Brasil e Estados Unidos, após a retirada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados via Lei Magnitsky. O anúncio, feito na semana passada, pegou muitos brasileiros de surpresa e o motivo de tal revogação pelo governo americano não ficou imediatamente claro.
Em entrevista, Galante esclareceu que o fato de Moraes ter seu nome retirado da lista de sancionados pela Lei Magnitsky não exclui a realidade de que o ministro brasileiro foi apontado como um violador de direitos humanos pela gestão de Donald Trump. O vereador dos Estados Unidos afirmou que a negociação que resultou na retirada do ministro Alexandre de Moraes da lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro foi feita a portas fechadas e nem mesmo nos Estados Unidos foi publicada a revogação da sanção.
a Casa Branca publicou uma portaria em julho citando as razões da inclusão de Moraes na Lei Magnitsky, mas não houve um novo ato indicando que as sanções foram encerradas, apenas o nome dele foi retirado da lista. Galante considerou que essa medida por parte dos Estados Unidos pode estar relacionada a interesses regionais do país, como a estabilização da segurança na América do Sul e Central, retirando a influência da China do hemisfério ocidental.
A janela de oportunidades com o Brasil foi abrir um canal de negociação e aproximar o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cumprimento do novo projeto regional de Trump. A retirada do nome de Moraes da lista da Ofac foi vista como uma “moeda de troca” usada para aproximar o Brasil dos planos estratégicos de Trump para os países do continente, especialmente em relação à crise na Venezuela e a mobilização histórica contra o crime organizado e o envio de drogas para os Estados Unidos.
