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Universalização do Saneamento em MS Pode Gerar R$ 16 Bilhões até 2031

Um estudo revela que a universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul pode resultar em uma economia de R$ 16 bilhões até 2031, com benefícios que superam os custos de investimento.
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A universalização do saneamento básico em Mato Grosso do Sul tem o potencial de gerar um ganho líquido de R$ 16 bilhões até o ano de 2031. Essa informação foi divulgada em um estudo apresentado pelo Instituto Trata Brasil, durante um evento realizado na Governadoria em Campo Grande, na manhã de 22 de outubro. A diretora-executiva do Instituto, Luana Pretto, destacou que os impactos econômicos e sociais da expansão dos serviços de água e esgoto no estado são significativamente superiores aos investimentos necessários para alcançar a universalização.

O levantamento aponta que o benefício bruto acumulado entre 2025 e 2031 deverá atingir R$ 25 bilhões. Mesmo após a conclusão da universalização, esperada para ocorrer antes do prazo estipulado pelo Marco Legal do Saneamento, os ganhos continuarão a ser observados. Até 2040, a estimativa é que o benefício bruto total chegue a R$ 40 bilhões. Luana Pretto ressaltou que o impacto positivo do saneamento se estende por gerações, não se limitando ao momento da universalização.

O estudo revela que cada R$ 1 investido em saneamento básico no estado gera um retorno de R$ 5,09, superando a média nacional que é de R$ 4,10. Entre os principais impactos esperados até 2031, estão a redução de R$ 233 milhões em gastos com saúde, R$ 8 bilhões em ganhos de produtividade, quase R$ 1 bilhão em valorização imobiliária e R$ 1,2 bilhão relacionado ao turismo.

Além dos benefícios futuros, o estudo também analisou os resultados obtidos nas últimas duas décadas. Entre 2005 e 2024, o avanço do saneamento em Mato Grosso do Sul resultou em um saldo positivo de R$ 19 bilhões, considerando a diminuição das despesas com saúde, o aumento da produtividade, a valorização do mercado imobiliário e o fortalecimento da atividade turística.

Durante o evento, Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, afirmou que os resultados são fruto de uma política pública que teve início na gestão do ex-governador Reinaldo Azambuja. Ele mencionou que, nos últimos três anos e meio, foram realizadas quase 110 mil novas ligações domiciliares, com a implantação de aproximadamente 3,9 mil novas ligações de esgoto por mês, beneficiando cerca de 12 mil pessoas mensalmente.

Ao final do evento, o governador Eduardo Riedel destacou que Mato Grosso do Sul está prestes a se tornar o Primeiro Estado brasileiro a universalizar o saneamento básico. Ele explicou que o projeto começou a ser estruturado em 2015 e passou por um longo processo de negociação com municípios, câmaras municipais, órgãos de controle e o mercado, até a assinatura da parceria em 2021. Riedel enfatizou que os investimentos permitiram uma aceleração na expansão da cobertura de saneamento e afirmou que o estado conseguiu realizar um “grande avanço em um curto espaço de tempo”. O governador também mencionou que os investimentos previstos para 2026 totalizam R$ 722 milhões.