A União Europeia decidiu adiar a votação do acordo comercial com o Mercosul, inicialmente prevista para ocorrer nesta sexta-feira, após a resistência de França e Itália. O adiamento permitirá que o governo italiano analise com mais profundidade o conteúdo do acordo.
A votação e a assinatura do acordo passariam a ocorrer no início de janeiro. A França mantém uma posição contrária ao acordo, defendendo novas negociações em janeiro e exigindo salvaguardas para o setor agrícola europeu.
O acordo entre UE e Mercosul prevê a eliminação gradual de tarifas sobre a maior parte do comércio entre o bloco europeu e Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. A postergação da votação e da assinatura foi considerada aceitável pelos países do Mercosul.
Milhares de produtores rurais bloquearam vias com tratores nas proximidades das sedes do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, em manifestações contra o acordo UE–Mercosul. Os manifestantes alegam que o pacto permitiria a entrada de produtos agrícolas sul-americanos que não seguem as mesmas exigências ambientais e sanitárias impostas aos agricultores europeus.
