Em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo. Isso significa que uma em cada três trabalhadoras no Estado está na faixa mais baixa de renda. O dado é parte de um levantamento baseado na PNAD Contínua do IBGE, referente ao quarto trimestre de 2025, que analisa a inserção feminina no mercado de trabalho no país.
Esse percentual coloca Mato Grosso do Sul acima de estados como São Paulo, onde a proporção é de 23%, e Santa Catarina, com 15%. Além da concentração em faixas de renda mais baixas, o estudo indica que as mulheres continuam ganhando menos que os homens. No Centro-Oeste, a renda média feminina é cerca de 22% inferior à masculina, e a diferença chega a 26% entre pessoas com ensino superior.
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Outro indicador que merece destaque é a taxa de desocupação. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de mulheres sem trabalho é mais que o dobro do registrado entre os homens. Enquanto a taxa feminina gira em torno de 7,3%, a masculina fica próxima de 3%.